Durante a convenção do PTB, tanto os partidários da chapa comandada por Aluízio Borges, que pretendia uma coligação com o PP, lançando o nome do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, para o Senado, quanto o grupo de Anderson Monteiro, representante da região de Dourados fizeram o chamamento para a retomada do partido, no entanto, a sagacidade política de seu presidente, Ivan Louzada, venceu.
Os convencionais decidiram por 34 votos favoráveis à coligação com o PT do pré-candidato Delcídio do Amaral, 12 apoiaram a candidatura de Aluízio Borges e 7 optaram por Anderson Monteiro candidato ao governo.
Quando tudo levava a crer que o PTB racharia e, a partir disso, retornaria como uma legenda de personalidade e força, o grupo de Ivan Louzada se fez maioria e optou pela coligação com o PT do pré-candidato Delcídio do Amaral.
Segundo Paulo Estevão, pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Aluízio Borges, o resultado da convenção vai ser judicializada por dois motivos: o primeiro foi a não apreciação da impugnação da candidatura de Anderson Monteiro; o segundo é que o resultado da convenção não atende à vontade dos petebistas. Portanto, a convenção do PTB segue a toada política em Mato Grosso do Sul e será decidida pelo poder judiciário.
Encorpa e esvazia
Se por um lado a decisão encorpa a candidatura Delcídio do Amaral, por outro provoca um esvaziamento no PTB, que segue a reboque, como um coadjuvante nanico e, também, um esvaziamento na estratégia de Alcides Bernal e seus correligionários.
Resta saber se a pré-candidatura petista lucra algo mais que o tempo de Propaganda Eleitoral Obrigatória, pois a base a ser oferecida tem pouco menos de duas dezenas de vereadores, uma prefeitura e uma vice-prefeitura nos 79 municípios do estado.
O presidente regional do PT e prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, compareceu ao final do encontro, e deve conduzir o processo de convencimento do PTB, em parceria com Ivan Louzada.







