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Política

06/05/2015 13:15

Santa Casa pressiona e deputados convidam secretários para reunião

Depois de serem pressionados pela direção da Santa Casa, deputados estaduais decidem convidar os secretários de saúde municipal e estadual para esclarecer o impasse sobre a renovação do contrato de prestação de serviços. Sem a verba, serviços serão cortados e o setor ambulatorial está fechado desde terça-feira (5). Pelo menos cinco mil pessoas ficarão sem o atendimento ao longo do mês.

O presidente da Santa Casa de Campo Grande, Wilson Teslenco, cobrou os deputados e exigiu maior participação nas negociações com a prefeitura de Campo Grande. Ele esteve na Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (6), e recebeu como resposta o agendamento de uma reunião com os secretários de saúde Jamal Salem, municipal, e Nelson Tavares, estadual.

O deputado estadual Junior Mochi (PMDB) se colocou a disposição para intermediar a negociação, já a deputada Mara Caseiro (PT do B), representando a comissão de saúde da Assembleia, propôs a reunião.

O líder do governo da Assembleia, deputado estadual Rinaldo Modesto, disse que vai aguardar a reunião e que o governo está esperando a assinatura do contrato para ver de quanto será a contrapartida do Estado.

“Concluímos que nosso produto não é banana para ser tratado dessa forma”, reclamou o presidente ao dizer que a entidade quer além de um novo valor para o serviço prestado, exige o pagamento de 20 milhões em dividas. O valor seria referente a um decreto de lei para o pagamento de um empréstimo realizado, gastos com serviços extra teto, uma parte dos repasses que não foram feitos e ad despesas com tratamentos de alta complexidade que foram prestados e que não estavam inclusos no contrato.

 “Não estamos cobrando esmola. Queremos regularizar o valor do serviço que prestamos para a prefeitura”, disse Teslenco. Ele explicou que o serviço prestado não tem o valor reajustado desde 2011.  

A atual administração assumiu em 2013 com uma dívida imensa e com salários de fornecedores atrasos. Mesmo sem reajustes, o número de atendimentos aumentou muito. Em 2013 foram registradas 27.600 cirurgias e em 2014 foram 29.600.

A direção cobra da Santa Casa um novo contrato, válido por cinco anos, que inclua uma cláusula de recomposição de acordos inflacionários. Ainda segundo o presidente, o pedido para a renovação do contrato é feito desde 2013. “Desde então estamos tentando a mudança do contrato. O fato de ter uma composição tripartite, formada pela União, Estado e Município no financiamento, faz com que todos os entes se manifestem como não sendo donos do problema”, explicou.

Com o encerramento do contrato com a prefeitura, a Santa Casa deixou de receber R$ 4 milhões. O prefeito Gilmar Olarte (PP) já anunciou que não arcará com o valor sozinho. Ele quer que o governo estadual divida a conta. De acordo com o presidente, s Santa Casa recebe o repasse 19 milhões da prefeitura para fazer o dobro do serviço feito pelo Hospital Regional que recebe mais de R$ 21 milhões. 

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