Desde as eleições de 2012, Campo Grande vive um momento único no cenário político sul-mato-grossense, já houve a cassação de um prefeito, algo inédito na história. Nesta semana, os vereadores abriram a segunda Comissão Processante e o atual prefeito corre o risco de ser afastado depois de ser considerado réu em processo judicial. Diante deste cenário, um fato novo surgiu neste sábado (15): o presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar, do PMDB, ameaça deixar o comando da presidência se o prefeito Gilmar Olarte for afastado do cargo.
A reportagem entrou em contado com o presidente Mario Cesar, que confirmou a declaração e revelou estar 'avaliando a sua vida pessoal'. O peemedebista declarou que vinha fazendo projetos de interesse coletivo e que havia dado conselhos ao prefeito Gilmar Olarte sobre algumas situações envolvendo Campo Grande, mas que não foram ouvidas pelo chefe do Executivo.
"Pelo que se está avizinhando por aí, se o prefeito for afastado eu deixo a presidência. É uma questão pessoal, de foro íntimo e esta decisão é pessoal e irreversível. Eu sei que posso e poderia contribuir por Campo Grande ainda mais, mas decidi tomar essa posição".
O presidente ainda vai mais além e revela que deve repensar até a sua vida política. "Digo mais, estou pensando sobre a questão de me reeleger. Eu sou funcionário público há anos. Ninguém sabia desta minha decisão até eu anunciar. Se confirmar, eu apenas sigo o meu mandato até o final", declarou.
Mario explicou que, caso o prefeito seja afastado e ele renuncie à presidência, uma nova eleição é convocada. "Veja bem, se na hipótese isso acontecer, acontece desta maneira. Mas o importante lembrar que o vice não assume. Será necessário fazer uma nova eleição apenas para presidente. Toda a mesa diretora não muda, permanece a mesma".
A reportagem ainda o questionou se os alguns dos colegas vereadores ligaram para tentar convencê-lo a mudar de ideia, ele disse que 'ainda não' e reafirmou que 'ninguém sabia disto' e que esta decisão é 'irreversível se isso acontecer'.
Na próxima semana, a Procuradoria-Geral da Câmara deve orientar os vereadores sobre o pedido de afastamento do prefeito Gilmar Olarte. O requerimento dá vereadora Luiza Ribeiro, e mais o ofício encaminhado pelo Tribunal de Justiça sobre o 'aceite' da denúncia encaminhada pelo Ministério Público do Estado farão parte do mesmo objetivo porque estão ligado sobre o mesmo assunto.
Com isso, a Procuradoria terá o prazo de cinco dias úteis para orientar a mesa diretora e os vereadores sobre o pedido de afastamento do atual prefeito de Campo Grande.







