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Sem acordo com Dilma, o novo CPC deve ser votado nesta semana

Pauta

26 NOV 2013
Juliene Katayama
08h40min

Sem acordo entre o Conselho Político - grupo formado por ministros, líderes e presidentes de partidos da base governista - e a presidente Dilma Rousseff (PT), a votação do novo Código Processula Civil deve ser votado nesta semana. Os líderes da base estão divididos sobre os principais temas da pauta da Câmara dos Deputados: marco civil da internet, multa do FGTS, porte de arma para agentes penitenciários e piso salarial de agentes comunitários de saúde. Não há previsão para votação dessas matérias.

Como as três primeiras propostas trancam a pauta de votações e impedem a análise de outros projetos de lei, o líder do Pros, deputado Givaldo Carimbão (AL), afirmou que os líderes vão sugerir a votação do novo Código de Processo Civil, que pode ser votado mesmo com a pauta trancada. Ele cogitou ainda a votação do projeto que susta a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mudou o tamanho das bancadas de 13 estados na Câmara dos Deputados e também da PEC dos Cartórios.

Para o líder do PR, deputado Anthony Garotinho (RJ), a controvérsia sobre os temas que trancam a pauta é tamanha que é possível que a Câmara termine o ano sem votar os projetos, que ficariam para 2014.


Honorários - Carimbão lembrou que não há acordo sobre um ponto do CPC, mas avaliou que isso não deve impedir o andamento do projeto. O novo CPC que permite o pagamento de honorários para advogados públicos, na forma de uma lei futura, mas não há acordo sobre a proposta. PP e PMDB já apresentaram destaque para retirar o dispositivo do projeto.

O honorário é pago ao advogado que venceu a ação. Atualmente, nas ações em que o governo federal é vencedor, esse dinheiro é incorporado ao orçamento federal. Nos estados e municípios, há leis que permitem a aplicação desse dinheiro em fundos.

“Esse ponto não ficou definido ainda. Mas como há outras cinco etapas [de votação], a etapa em que não está essa questão poderá ser votada”, disse. O novo CPC é dividido em cinco partes: parte geral; processo de conhecimento e execução da sentença; procedimentos especiais; execução; e recursos. Os honorários estão na parte geral, cujo texto-base já foi aprovado pelo Plenário.


Marco civil - O líder do Pros disse que a neutralidade de rede continua sendo o ponto de maior discórdia do marco civil da Internet. Pela regra, todos os usuários deverão ser tratados de forma igual por provedores de conexão e de conteúdo. Ficariam proibidos, por exemplo, os pacotes com serviços diferenciados – só e-mail ou só redes sociais.

Carimbão disse que o líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), continua sendo o maior opositor da regra. O governo, segundo ele, vai realizar outras rodadas de negociação com o líder peemedebista.

Fonte: Agência Câmara

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