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Política

Sem perdão: após ser traído, Lídio começa retaliação contra governo e racha base de Azambuja

Deputado indicado pelo governo, votou contra proposta encaminhada por Reinaldo Azambuja

14 março 2017 - 11h22Por Rodson Willyams e Airton Raes

Ânimos acirrados. A votação da PEC do Teto dos Gastos Públicos já apresenta racha entre os parlamentares que integram a base governista de Reinaldo Azambuja, do PSDB, na Assembleia Legislativa. Após troca de 'farpas em público' entre o deputado estadual Lídio Lopes, do PEN, e o próprio governador, a retaliação ao governo começou nesta terça-feira (14), durante plenária da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa de Leis, iniciada por Lídio. 

Durante a votação da PEC do Teto dos Gastos Públicos, o deputados Pedro Kemp, do PT, se mostrou contra o projeto encaminhado pelo governo e havia feito pedido de vistas ao projeto. Com relatório a parte, o petista afirmou que o projeto poderia 'amarrar o Orçamento do Estado e que dificultaria investimentos em políticas públicas para Mato Grosso do Sul'. 

Diante do parecer de Kemp, Lídio se mostrou favorável e sendo contrário a proposta encaminhada pelo governo. O deputado foi indicado pela própria base governista para integrar a CCJ na Assembleia. Diante disto, a base agora, apresenta racha entre seus componentes. 

Sobre o placar da PEC, que visa limitar os gastos públicos, a proposta acabou passando, sendo aprovada, dos cinco votos da comissão: três foram favoráveis, com Rinaldo Modesto, relator da proposta, e Beto Pereira, ambos do PSDB, e Renato Câmara, do PMDB. E dois contrários sendo de Pedro Kemp e Lídio Lopes. 

Racha 
O problema começou durante a eleição da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, quando o deputado estadual Lídio Lopes se sentiu traído. O parlamentar chegou ameaçar a deixar o bloco parlamentar formado pelo PMDB, PDT e PEN. 

Com isso criou-se um racha na base de apoio ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB). “Estou bem chateado. Vou repensar o meu mandato e se permaneço na base do governo”, disse Lídio.

Durante agenda após o episódio, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou que não existia nenhum acordo com o deputado Lídio Lopes para ocupar a presidência da Comissão e ainda alfinetou, “Lídio está equivocado. Primeiro quando a gente faz acordo, a gente cumpre. A fala do deputado não é verdadeira”, afirmou Azambuja. Ainda disse à imprensa, que foi negociado com o presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi (PMDB) e com os Líderes das bancadas que a presidência da CCJ ficaria com um deputado do PSDB.

“Foi pactuado com o presidente da Casa e todos os líderes que a presidência da CCJ seria de um membro PSDB. Inclusive fez parte do entendimento da reeleição do atual presidente. Então não é verdade a afirmação de Lídio”, explicou Reinaldo.

Sobre a possível da saída de lídio da base de sustentação do governo, Azambuja afirmou que é uma decisão pessoal do deputado. Quanto a decisão de ficar ou não na base é uma decisão pessoal, que vamos entender e respeitar”, finalizou.