Em uma tentativa de reverter a crise financeira instalada em Campo Grande, o prefeito Gilmar Olarte, do PP, lançou já na noite de ontem (22), um edital exonerando 201 funcionários comissionados, sendo seis que ocupam cargo de confiança e mais 195 em cargo de nomeação direta; além de mais 31 professores convocados da prefeitura municipal de Campo Grande, totalizando 232 servidores. A economia com os cortes pode chegar a R$ 1 milhão por mês aos cofres públicos.
No entanto, vale ressaltar que em 2014 o prefeito mantinha no quadro de funcionários 1,9 mil servidores em comissão, ao custo de R$ 13 milhões por mês. Até o início do ano, o número de servidores em comissão vinha crescendo. Até o Ministério Público Estadual sugeriu a Olarte que cortasse o excesso de servidores em comissão.
Segundo o secretário de Administração, Wilson do Prado, as exonerações são necessárias e 'dolorosas'. “Ninguém gosta de mandar colaboradores embora. No entanto, neste momento, a Prefeitura precisa cortar cirurgicamente na própria carne diante de uma situação crítica, que será contornada num futuro próximo, mas que neste momento exige medidas duras. Vale lembrar que todos estes ajustes têm sempre o objetivo de preservar os serviços à população”.
Ontem pela manhã, Olarte se reuniu com todo o seu secretariado e pediu que fizessem uma lista de nomes para serem cortados, readequando o quadro da prefeitura. E conforme o prefeito, os efeitos serão sentidos em breve com a recuperação das finanças e a otimização dos serviços. Sobre o corte o prefeito falou em sacrifício.
“Este é um momento de sacrifício. No entanto, ele é necessário para que construamos um futuro melhor para todos os campo-grandenses. Nem todos têm a coragem de tomar medidas duras como esta. Nós, no entanto, temos a certeza de que esta crise será passageira e que em breve nossa cidade olhará para o passado com a certeza de que o prefeito tomou as medidas adequadas para garantir o futuro e o desenvolvimento de nossa cidade”, finalizou Olarte.







