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segunda, 17 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Senadores fazem diligência em Mariana para avaliar desastre ambiental

16 novembro 2015 - 11h38Por Senado Notícias

Uma comissão de senadores, representando a Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado (CI) fará diligência nesta terça-feira (17) no município mineiro de Mariana para avaliar as causas do rompimento de barragem da Samarco, no distrito de Bento Rodrigues. Especialistas são unânimes na constatação de que o acidente já se transformou em desastre ambiental de grandes proporções.

O acidente ocorreu no dia 5 de novembro, quando 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos atingiram várias comunidades de Mariana. A lama devastou a região, chegou a outros municípios, eliminou a fauna de grande parte do Rio Doce e, antes de atingir o Espírito Santo, já criou uma crise de abastecimento de água em todo o Vale do Rio Doce.

O autor da proposta da diligência, e que também deve comandá-la, é o presidente da Subcomissão Permanente de Acompanhamento do Setor de Mineração da CI, senador Wilder Morais (PP–GO). Ao justificar a proposta, ele defendeu a necessidade de colher informações para auxiliar na prevenção de novos acidentes, permitindo que a população tenha mais segurança e fiscalizando mais as mineradoras.

Os senadores querem saber quais são as providências que estão sendo tomadas pelos órgãos públicos e pela mineradora Samarco. Além da visita a Mariana, a CI vai discutir a situação em audiência pública, em Brasília.

A audiência pública deverá contar com a presença de representantes da Samarco, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais, da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília.

No último dia 10, representantes do setor de minerais usados na construção civil estiveram na CI para discutir questões como desoneração, desburocratização e garantia de segurança jurídica para a atividade. O setor reivindica um novo marco regulatório para a mineração.