Funcionários do Instituto Mirim de Campo Grande afirmaram que o vereador Vanderlei Cabeludo, do PMDB, está fazendo manobra política para criar a 'CPI da Mirim' e de estar 'insuflando' adolescentes a comparecerem em peso na audiência pública que será realizada no dia 6 de abril, às 14 horas, na Câmara Municipal, para pressionar os demais parlamentares a abrirem a CPI para investigar os ex-assessores do ex-prefeito Alcides Bernal. Com medo de represálias, preferiram não se identificar.
O convite da audiência junto com uma mensagem foi disparada pelo celular do próprio parlamentar, por meio do aplicativo WhatsApp. Durante a sessão ordinária realizada na manhã desta terça-feira (31), Cabeludo chegou a defender a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito. Ainda segundo ele, professores o procuraram para relatar a perseguição que ocorre dentro do Instituto Mirim. "Precisamos tomar uma providência", garante.
O vereador Ayrton Saraiva, do DEM, também defendeu que os ex-assessores de Bernal sejam chamados para prestar esclarecimentos. "Precisamos investigar aqueles desmandos daquele louco (Bernal) que apadrinhou familiares na administração. Temos que instigar também os R$ 1,4 milhões da reforma do IMPG. Hoje só o Instituto Mirim recebe R$ 10 milhões por mês".
O parlamentar ainda listou que os vereadores Carlão (PSB), Chocolate (PP), Otávio Trad (PTdoB), Francisco Saci (PRTB), Coringa (PSD), Edil Albuquerque (PMDB), Flavio César (PTdoB), além do próprio do Cabeludo. Com isso, a CPI pode nascer tendo apoio da maioria dos parlamentares, inclusive, de alguns vereadores da oposição.







