Quatro dos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, negaram, nesta segunda-feira (19), recurso do então candidato a deputado estadual, Tiago Vargas, do PSD, contra decisão que o tornou inelegível. Com o resultado, o suplente do partido, Pedrossian Neto, será diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral do MS.
Os votos contra o apelo de Vargas vieram dos ministros Cármen Lúcia (relatora da ação); Benedito Gonçalves; Carlos Horbach e Sergio Silveira Banhos. Ainda faltam votos dos ministros Raul Araújo, Ricardo Lewandowski e do presidente da Corte, Alexandre de Moreaes.
Como a penúltima decisão judicial foi desfavorável a Vargas, ele recorreu da decisão. O caso começou quando o Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação da candidatura dele, alegando que Tiago ficou inelegível, ao ser expulso da Polícia Civil, por questões disciplinares.
No vai e vem judicial, o ex-policial chegou a ter uma vitória, que logo foi derrubada por uma decisão do Tribunal de Justiça do MS. Para a Corte sul-mato-grossense, ainda valem os efeitos da expulsão de Vargas do funcionalismo público. O atual vereador alega perseguição política no processo administrativo que sofreu.
Sendo assim, o Tribunal Regional Eleitoral do MS vai diplomar Pedrossian Neto como um dos 24 candidatos eleitos no pleito de 2022.
Thiago Vargas, em seu Instagram, alega que o mandato conquistado por ele está sendo tomado no ''tapetão'', por perseguição política e favorecimento ao suplente. Ele prometeu recorrer e disse que ainda tem chances até a posse, que ocorre em fevereiro.
Nas eleições de outubro deste ano, Vargas recebeu 18.288 votos, enquanto que Pedrossian teve apenas 15.994 votos.







