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Política

08/05/2015 11:11

Substituta de Bueno no PSL é mais uma citada em processo do Gaeco contra Olarte

A empresária Anny Cristina da Silva Nascimento Sales, que assumiu o comando do PSL após a saída de Alceu Bueno, envolvido em escândalo sexual com menores, foi testemunha no processo de investigação do MPE (Ministério Público Estadual), através do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que denunciou o prefeito Gilmar Olarte, do PP. O chefe do Executivo de Campo Grande seria o principal mentor de esquema estelionatário e foi acusado de praticar crimes como corrupção passiva, continuidade delitiva e lavagem de dinheiro. O caso está tramitando no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Durante a investigação apurada pelo Gaeco, Anny foi flagrada em escutas telefônicas feita pelos agentes conversando com outros envolvidos no caso. 

Anny na época era assessora do PSL - sigla então comandada pelo ex-vereador Alceu Bueno. A empresária contou aos agentes que possuía uma vasta lista de assessoramento de políticos, sendo que alguns ainda permanecem no poder. Por isso, era conhecida no meio político e de certa forma, tinha trânsito livre, ainda conforme as investigações.

Em depoimento ao Gaeco, a empresária revelou aos agentes que é cantora gospel e que por este motivo conheceu Ronan - um dos principais investigados, ao lado de Olarte - uma vez que ele vivia da música. A mesma informou que Ronan mantinha uma 'vida simples' antes de entrar no esquema, tocava em igrejas evangélicas para obter renda. Anny ainda chegou a declarar que conheceu o atual prefeito quando fazia um programa de rádio onde Olarte também trabalhava e que, por este motivo, ficou mais próxima do prefeito e amiga de Ronan.

Em 2012, Anny revelou que foi candidata a vereadora de Campo Grande e contraiu uma dívida em torno de R$ 65 mil com fornecedores e prestadores de serviço. E que na época o prefeito cassado Alcides Bernal a procurou para ajudá-lo no segundo turno, ocasião que daria a ela um cargo comissionado para ajudá-la a pagar a dívida. Somente em dezembro de 2013, Bernal teria cumprido a promessa, na Secom.

Aperto

Ainda neste ano (2013), a mesma revelou que foi procurada por Marly Deborah Perriera Campos, vizinha e amiga na época, revelando que tinha sido demitida, uma vez, que era assessora de um deputado e que por esta razão, estaria em depressão. Mesmo assim, Marly teria afirmando que mantinha uma relação próxima a Olarte e que ele teria pago dois meses de salários antes mesmo de Marly seguir para a Secom. Porém, para cumprir a promessa, ela teria emprestado folhas de cheques do próprio filho para Olarte e Ronan, mas que em dado momento, eles não estavam sendo mais pagos que ela estaria sendo cobrada por agiotas.

Anny revelou que Deborah ainda confidenciou que Olarte estaria dando calote e que o caso já era conhecido no meio político, inclusive na prefeitura, e que Ronan teria deixado a cidade em fuga por não cobrir cheques de terceiros.

Em março daquele ano, Anny descobriu que Ronan estava na cidade e foi ao encontro dele, uma vez que era amiga dele, e para pedir que ele resolvesse o problema de Deborah que estava 'desesperada' pela cobrança. Deborah revelou a amiga que tinha procurado Olarte para relatar o caso, mas o mesmo apenas prometia saldar a dívida, mas nunca o fez.

A empresária ainda relatou que Jeferson Ferreira Vitorino estaria levantando as dívidas dos cheques para expor Olarte e Ronan e que sabia do caso porque acompanhava o drama da amiga. 

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