A defesa do vereador Maurício Lemes (PSB), suspeito de assediar a vereadora Virginia Magrini (PP), entregou ontem (24) um documento para a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Vereadores de Dourados alegando falta de provas para continuidade do processo.
De acordo com a advogada Katarina de Carvalho Figueiredo Viana, o parlamentar estava em um momento de descontração e nunca tocou as nádegas da colega, apenas as costas. Ela também afirma que não existe tipificação ou procedimento para esse tipo de denúncia.
O escândalo
Maurício Lemos é suspeito de assediar uma colega de trabalho, a vereadora Virginia Magrini (PP). Ela registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher alegando que ele teria passado a mão em suas nádegas durante sessão ordinária na noite de 8 de junho, na Câmara Municipal de Dourados.
O fato, segundo ela, aconteceu no final da cerimônia durante entrega de uma moção legislativa. Virgínia ainda enfatiza que a agressão foi realizada repetidas vezes e o vereador apenas pediu desculpas após ela ter anunciado que denunciaria o ocorrido para a polícia.
A vereadora conta que logo após o crime pediu que o presidente da Câmara, Idenor Machado, tomasse providência, mas que ele não entendeu o que aconteceu no momento, já que a sessão ainda ocorria. Logo após o término da sessão Virginia recorreu à comissão de ética da Casa de Leis.
“Eu nunca autorizei isso e jamais autorizaria no meu local de trabalho. Ainda que eu fosse uma prostituta, ninguém teria direito de fazer isso comigo no meu local de trabalho. No mesmo dia fiz uma declaração de punho próprio e entreguei ao conselho de ética, uma cópia está junto ao B.O.”, explicou ela.
De acordo com o site Dourados News, a vereadora tem sofrido pressão de pessoas próximas a Maurício Lemes, que entraram em contato com ela para que omitisse a situação.
“Teve de um lado a turma do ‘deixa disso’ pedindo para que deixasse para resolver apenas internamente, e por outro lado, pessoas que acham que pelo meu jeito de se eu não deveria deixar, para que isso seja apurado. O partido também pediu que eu tomasse uma posição e não teve jeito, não ia ficar em paz se aceitasse essa situação. Tenho medo de represálias, já recebi mensagens que deixei até na delegacia, as quais eu entendo que era uma pressão para que eu não fizesse nada, fico preocupada”, contou.
Para Virginia, o companheiro de trabalho deve receber as punições necessárias e no quesito convivência no trabalho, ela ressalta que não será mais a mesma.







