(67) 99826-0686
Origem - entregas

Tereza Name se encontra com Bernal e firma cumprimento dos alvarás para taxistas

Reivindicação antiga

22 FEV 2014
Aline Oliveira
07h31min
Tereza Name. Foto: Vanessa Ricarte

Na última sexta-feira (21), a ex-vereadora, Tereza Name detalhou o trabalho que vem realizando para auxiliar a categoria de taxistas e mototaxistas da Capital. Ela pontuou ainda algumas reivindicações que levou ao prefeito Alcides Bernal (PP) no sentido de agilizar o cumprimento da lei que torna obrigatória a liberação de apenas um alvará por taxista e benfeitorias que oferecerão maior segurança para categoria.

 

“Me preocupo com a realidade dos taxistas de Campo Grande há bastante tempo e procurei desenvolver um trabalho na Câmara Municipal que possibilitasse a melhoria nas condições de trabalho. Porém, não é fácil mudar uma relação de trabalho que foi desvirtuada há mais de 30 anos. Então comecei com a criação do projeto que regulamentou a profissão do mototaxista e motoentregador, e já estou discutindo com a categoria como podemos proceder para levar dignidade a este trabalhador que luta exaustivamente para levar o sustento para família”, avaliou.

 

Audiência com o prefeito - No início da semana, Tereza foi recebida pelo prefeito e relatou quais eram as principais necessidades da categoria e ainda fez sugestões para melhorar a renda mensal. “Nosso objetivo é implantar na Capital, a lei federal que permite a liberação de apenas um alvará por CPF. Conversando com vários profissionais verificamos que muitos trabalham há 20 anos como auxiliares, os chamados curiangos. Eles trabalham para pessoas que possuem frotas que chegam a mais de 40 carros e tem que pagar uma ‘diária’ de até R$ 200, independente de quantas corridas realizarem”, denunciou.

 

Apesar das dificuldades, a ex-vereadora explica que nem todos os proprietários de alvará se comportam desta forma, mas, ela considera as condições de trabalho desumanas e sem nenhuma garantia que proteja o profissional ou seus familiares. “Eu penso que devemos olhar para frente, então, o que ficou para trás não dá para mudar. Mas solicitei ao Bernal que aplique daqui para frente a lei e que seja hereditária de pai para filho. No entanto, temos que lembrar que é preciso não deixar brecha para que as pessoas possam burlar, como no caso de conjuges que podem fazer inscrição cada um com seu documento”, apontou.

 

Outra situação identificada por Tereza foi o fato de que os taxistas não possuem vínculo empregatício, carteira assinada ou mesmo décimo terceiro salário, então fez uma sugestão ao chefe do executivo municipal. “Nos grandes centros existe a implantação da bandeira 2 durante todo o período, no mês de dezembro. Os proprietários de alvarás e os auxiliares tem um combinado de que o motorista devolve a metade do lucro para o dono do veículo e fica com a outra parte constituindo assim, um salário adicional”, argumentou.

 

Ao final do encontro, Bernal se comprometeu a colocar em prática a lei federal e Tereza está confiante na resolução deste problema que é o principal. No entanto, ela continua a conversar com a categoria, no intuito de conseguir mais espaço e apoio. “Já consegui um advogado para associação de taxistas e na semana que vem pretendo me encontrar com o presidente do sindicato. Não podemos ficar parados enquanto este problema social se desenrola na cidade. Outro ponto que temos que avaliar é que existe uma demanda para a circulação de mais 50 veículos na praça e estamos estudando como atender esta necessidade”, finalizou.

 

Veja também