A cassação do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) voltará a ser pauta de julgamento no TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), na próximo terça-feira (16). O órgão julgará o agravo de instrumento que mantém suspensa a liminar que reconduz o advogado à cadeira da Prefeitura de Campo Grande.
Bernal foi cassado pela Câmara no dia 13 de março deste ano, com 23 votos contra seis dos vereadores, que justificaram a medida devido a irregularidades em contratos emergenciais. O advogado foi eleito prefeito em outubro de 2012, em segundo turno. Na ocasião, ele obteve 270.927 votos válidos, contra 162.212 de Edson Giroto (PMDB).
Para o ex-prefeito, as expectativas com relação ao próximo julgamento são as melhores possíveis. "Estou confiando muito na Justiça e quero que seja feita justiça. Nós vencemos a eleição. E é notório que a cassação do mandato foi uma decisão criminosa", afirma. Dois dias após a cassação, Bernal conseguiu na Justiça o direito de voltar ao cargo e chegou a ocupar o Paço Municipal, mas a ação da Câmara manteve o, então, vice-prefeito Gilmar Olarte (PP) no cargo.
Acusados por Bernal de realizar um golpe, os vereadores da Câmara de Campo Grande aguardam o novo julgamento para definir suas ações. "O que a Justiça determinar nos vamos fazer", garantiu o presidente da Câmara de Vereadores, Mário César (PMDB).
No dia 25 de setembro, o procuradora de Justiça Ariadne de Fátima Cantú da Silva pedia vista à denuncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), envolvendo Gilmar Olarte, para poder julgar o agravo solicitado pela Câmara. Na investigação, Olarte é acusado dos crimes de estelionato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Questionado sobre o pedido feito pela procuradora, o vereador Mário César afirma que não possível saber a linha de investigação adotada pela Justiça. "Não sei a linha de raciocínio que eles querem adotar. Mas nos vamos aguardar, porque tem muita especulação sobre isto", declarou.







