O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) pode julgar ainda nesta terça-feira (29), os três pedidos de impugnação envolvendo a candidatura do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), que concorre ao Senado Federal. O pleno está marcado para acontecer, às 17h30, na sede do órgão.
Segundo informou Bernal, embora tenha diversos compromissos agendados para o dia de hoje irá pessoalmente a sede do TRE-MS. "Vou acompanhar o julgamento porque o Mato Grosso do Sul precisa mudar. Vou exigir o meu direito de cidadão e do eleitor para que eu possa exercer a minha candidatura. Confio muito na Justiça. Aquela cassação realizada por um grupo político foi imoral e criminosa, ela não tem o direito de impedir que eu dispute o Senado Federal, tanto que esta questão está sob júdice", comentou o ex-prefeito.
Entre os pedidos está o do candidato a deputado estadual, radialista Joel Silva (PTN), que entrou com o pedido na Justiça Eleitoral pedindo que a candidatura de Alcides Bernal seja impugnada, já que ele foi cassado no dia 12 de março deste ano, por 23 vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande.
Para Bernal, Joel Silva estaria ligado ao PMDB, por isso, a sua acusação não teria legitimidade na Justiça. "Esse cidadão já vem anunciando o resultado amplamente pelas redes sociais, antes mesmo do caso ser julgado. Acredito que todos já sabem qual será o resultado já que ele estaria ligado ao PMDB e aquele impostor que está na prefeitura [Gilmar Olarte - PP]. Se isso for confirmado, eu vou recorrer em todas as instâncias superiores exigindo novamente o meu direito de cidadão", ressaltou.
Candidatos ao senado - Segundo Alcides Bernal, todas as candidaturas para o senado já haviam sido escolhidas para beneficiar a candidata do PMDB, a vice-governadora Simone Tebet. "Todos estão favorecendo a candidata do governador André Puccinelli (PMBD). Por exemplo, o Antonio João Hugo Rodrigues (PSD), só sabe usar a mídia dele para me atacar. O outro que a gente sabe que é médico [Ricardo Ayache - PT], tenho a informação que ele que não faz campanha".
Bernal explicou ser contra o Senado Federal estar sob o comando do atual governador. "Hoje tem o senador Waldemir Moka (PMDB) e tudo indica que terá a Simone fazendo com que o comando fique por conta do governador. Nós temos que mudar isso no Estado", finalizou.







