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terça, 18 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

TSE julga hoje pedido de cassação de Pedra, Thaís e Delei

17 novembro 2015 - 10h04Por Diana Christie

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julga nesta terça-feira (17) o pedido de cassação dos vereadores Delei Pinheiro (PT do B), Thaís Helena (PT) e Paulo Pedra (PDT) – licenciado para ocupar a Secretaria Municipal de Governo, em audiência marcada às 19h, horário de Brasília. O processo será avaliado pelo ministro-relator Admar Gonzaga Neto.

De acordo com o advogado de defesa dos envolvidos, José Valeriano Fontoura, não houve irregularidades durante o processo eleitoral de 2012. “A nossa tese é que não houve hipótese de compra de voto. Não teve entrega de requisição de gasolina nem tão pouco pagamento para adesivagem de veículos. A gasolina foi entregue diretamente para cabos eleitorais e apoiadores de campanha. Alguns pagos e outros voluntários”, explica.

O julgamento estava marcado para a última quinta-feira (12), mas foi adiado pela segunda vez para que o ministro pudesse avaliar um documento anexado por Delei Pinheiro. Ele acrescentou uma decisão do promotor de Justiça, Clóvis Smaniotto, que condenou o ex-vereador Alceu Bueno (PSL) por crime eleitoral, mas solicitou o arquivamento da denúncia criminal contra ele.

Na ocasião, Delei explicou que estava um pouco apreensivo com o resultado por depender também dos colegas Paulo Pedra e Thaís Helena, mas confiante em decisão favorável. Assim como Alceu, os três foram acusados de distribuir combustível em troca de votos. Os eleitores teriam recebido vales que poderiam ser trocados na rede de postos Trokar.

Após denúncia do Ministério Público Estadual, o juiz da 35ª Zona Eleitoral, Flávio Saad Peron, determinou a busca e apreensão de documentos que comprovassem a ilegalidade nos escritórios dos postos de combustíveis e nos comitês dos vereadores eleitos.

De acordo com informações divulgadas à época, foram apreendidas requisições que continham as placas dos veículos que foram abastecidos ou nomes dos beneficiários, além de grande quantidade em dinheiro, folhas de cheque e contratos de compra e venda.

Paulo, Delei e Thaís chegaram a ter o mandato cassado em dezembro de 2013, após decisão do TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral), mas voltaram ao cargo através de liminar. Na época, o desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva entendeu que não houve trabalho voluntário por parte das pessoas que receberam o benefício.