Por volta das 19 horas (DF) desta terça-feira (6), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) retomou o julgamento da chapa Dilma-Temer. A análise do caso é histórica e pode culminar no afastamento do presidente da República.
A sessão começou com a leitura de um resumo do relatório da ação, pelo relator do caso, o ministro Herman Benjamim. Em seguida, os advogados, de acusação e defesa fizeram o uso da palavra por sete minutos e meio cada.
O advogado do PSDB, que ingressou com a ação por abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral de 2014, que terminou com a vitória da petista. Com base nas investigações da Operação Lava Jato, o partido acusa a campanha de Dilma e Temer de ter sido abastecida com dinheiro de propina de empresas contratadas pela Petrobras. Os advogados da chapa negam as acusações.
O advogado José Alckmin iniciou sua fala dizendo que há fatos que configuram o abuso e que faltam observância de regras de arrecadação e despesas das campanhas.
O advogado Flávio Caetano, que representa Dilma Rousseff , afirma que foi provado que as empresas existem e os serviços foram prestados, e que elas tiveram que fazer parcerias com terceirizadas para isso. Além disso, os serviços foram devidamente pagos e há documentos provando isso.
O defensor da petista afirma que não houve dinheiro da Petrobras na campanha dela e que esse processo se deve a inconformismo do candidato derrotado Aécio Neves. Ele expôs ao plenário que o próprio senador afastado falou que iria entrar na Justiça apenas para atrapalhá-la e inclusive teria usado um termo chulo ao comentar isso.








