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Política

13/03/2015 10:35

Um ano após cassação, vereadores apontam problemas da gestão Olarte

Exatamente um ano depois da sessão de julgamento que resultou na cassação do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), os vereadores não poupam críticas ao trabalho realizado pela administração de Gilmar Olarte (PP). Além dos indícios de irregularidades em diversas secretarias, o progressista estaria agindo de forma centralizadora.

Defendendo independência política, Otávio Trad (PT do B) revela que está “frustrado” com o trabalho do progressista que tem se mostrado centralizador. “Não vejo base como seguir a risca tudo que o prefeito fala. A gente vai expor o descontentamento e elogiar o bom, mas Olarte tem que mudar a postura. Precisa ter mais controle da equipe e delegar, confiar naqueles que tem função hoje”, argumenta.

Antes fiel escudeiro do prefeito, o vereador Chocolate (PP) aderiu ao manifesto de insatisfação dos colegas. Segundo ele, o estrago foi feito durante a gestão de Bernal, mas Olarte não faz nem mesmo o básico. “Se conseguisse fazer o arroz com feijão que é o trabalho de limpeza, cascalhamento, mas nem isso está conseguindo. Voltaram às aulas agora, mas em diversas creches o mato está tomando conta. Entendo que a demanda é muito grande, mas ele ainda não mostrou a que veio”.

Para Chiquinhos Telles (PSD), Bernal e Olarte têm atitudes bem semelhantes. “Sabemos que o prefeito não pode cuidar de tudo, mas ele foi infeliz na escolha dos secretários. Não podemos esquecer que ele pegou um abacaxi do tamanho do mundo, uma casa suja e precisa arrumar, mas 50% do time dele tem que trocar. Tem que colocar pessoas técnicas e políticas. Para dar um exemplo, a secretaria de assistência social tem muito recurso federal e os carros estão sucateados”.

Na oposição, o vereador Cazuza (PP) afirma que o atual prefeito não representa os ideais do partido. “Bernal estava caminhando para mostrar a que a administração progressista veio para dar certo, mas agora a cidade está muito mal cuidada, buracos nas ruas e outros problemas que vemos com a população”, aponta.

As avaliações negativas, antes restritas apenas à oposição, contaminam o discurso de toda a base aliada que até tenta justificar os erros de Olarte como fruto de inexperiência política, mas não abandona as ressalvas para não incorrer em conivência com a má administração ou desgastar a própria imagem.

Para o vereador Carlão (PSB), Olarte avançou o que era possível. “Nesse um ano ele destravou o que deu para destravar, mas eu faço uma avaliação regular. Para ficar bom tem que melhorar bastante. Ele ainda não atendeu as demandas da população para a limpeza e manutenção das vias. Não tenho condições de avaliar bem”, afirma.

Discurso semelhante ao de Airton Saraiva (DEM). “No primeiro ano ele pegou um governo muito grande com muita coisa para resolver agora ele está com o governo na mão e tem que descentralizar o trabalho. O primeiro ano foi muito tumultuado, vejo que conheceu a máquina agora tem que colocar nos trilhos. Acho que agora vai deslanchar, trabalhando em um orçamento dele com tudo aquilo que ele planejou de acordo com a arrecadação do município”, garante.

Ex-líder do prefeito, João Rocha (PSDB) garante que houve diversos avanços. “Ele reestabeleceu a organização administrativa, resgatou alguns recursos que, inclusive, estavam para perder, vemos ações que mostram na prática e a cidade volta a caminhar. O que precisa corrigir é a agilidade no funcionamento da máquina pública que está morosa e recuperar a saúde financeira do município”.

O mesmo diz Herculano Borges (SD) que mostra otimismo para este ano. “Ele teve um ano muito difícil , mas ajustou as questões que estão paradas, destravou as licitações. O pior momento já passou, agora ele vai ter condições de tocar as coisas. Acho que 2015 vai ser melhor porque ele pegou o bonde andando”, afirma.

Completa o grupo, Vanderlei Cabeludo (PMDB) que participou de uma reunião com Olarte na terça-feira (10) para ‘aparar arestas’. “Ele não fez muita coisa visual mas está conseguindo reorganizar os bastidores. Infelizmente tem uma crise que passa o país. Se o que ele prometeu para gente for cumprido vamos ver nos próximos dois meses. Acho que as mudanças ainda não chegaram na ponta”, conclui.

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