Com dificuldades para manter o equilíbrio financeiro de Campo Grande, o prefeito Gilmar Olarte (PP) segue culpando a administração anterior, de Alcides Bernal, pelos problemas de sua gestão e promete realizar a prestação de contas de seu mandato no próximo mês.
Ele participou na manhã de hoje (13) da assinatura de um convênio entre a prefeitura e empresas privadas para a manutenção e limpeza de praças, parques e canteiros públicos, mas evitou conversar com a imprensa. A solenidade foi realizada na Esplanada Ferroviária.
De acordo com Olarte, o ex-prefeito Alcides Bernal (PP) deixou os cofres públicos no vermelho, com um déficit de R$ 285 milhões prejudicando seu trabalho e as críticas que vem recebendo partem de pessoas interessadas em “retomar o poder” e desgastar sua imagem.
“Mesmo assim inauguramos mais de 30 obras. Isso é muito considerando o desmanche que encontramos a máquina pública. Houve um decréscimo de 15% da receita em 2013, o que ocasionou as dificuldades que encontramos”, afirma.
Sem ações para mostrar, Olarte voltou a prometer a entrega de 11 unidades de saúde, sendo que a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) das Moreninhas já estaria pronta, 10 Ceinfs (Centros de Educação Infantil) e asfalto em 26 bairros.
Ele destacou ainda que vai iniciar as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade, que incluem o recapeamento das avenidas Brilhante, Bandeirantes e Cônsul Assaf Trad, além de reiterar o projeto Reviva Centro que foi adiado para setembro.
Sobre a falta de experiência da administração progressista apontada por vereadores da base aliada e da oposição, Olarte justificou que tem experiência com números e com pessoas, condição adquirida através da faculdade de Contabilidade e de seu trabalho como líder religioso. “Temos história, não caímos de paraquedas como querem dar a entender”.
Durante seu discurso, ele afirmou que “existem profissionais querendo receber sem trabalhar” no que parece uma referência aos servidores da saúde que protestam contra o fim dos plantões e alegou que está “enxugando a máquina pública”, o que estaria incomodando algumas pessoas.
Olarte também se defendeu do que ele chama de “conotação de bandido”, recebida por causa da veiculação de matérias sobre as investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que apuram possíveis crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro que teriam sido cometidos por ele.
“Conheço a maldade quando falam da gente e dos nossos servidores que trabalham de segunda a segunda para recuperar o tempo perdido”, argumenta.
Na ocasião, o prefeito ainda anunciou que conquistará o equilíbrio financeiro até o final do ano e que não falará de campanha até meados de junho de 2016, quando se intensificam as articulações para as eleições municipais.







