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Política

12/03/2015 12:34

Vander recebeu dinheiro de empresa de fachada envolvida na Lava Jato, diz MPF

Lava Jato

  • Foto: Divulgação

Único parlamentar de Mato Grosso do Sul na lista da Operação Lava Jato, o deputado federal Vander Loubet (PT) é investigado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e recebimento de vantagens indevidas. As penas para estes crimes, somadas, variam entre dois a 22 anos de reclusão, além de multa.

Segundo o inquérito iniciado pelo MPF (Ministério Público Federal), Vander teria usado sua influência no Congresso Nacional para manter pessoas ligadas às empreiteiras denunciadas pela Polícia Federal no comando da Petrobras. Sua ligação com o cartel de empresas que manipulavam os certames da estatal foi evidenciado durante os acordos delação premiada, ainda conforme as investigações.

Em seu depoimento, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, relata que Vander teria participado de uma reunião na casa do lobista Jorge Luz em que o grupo discutia repasses ilegais para a campanha eleitoral do ex-deputado federal Cândido Vacarezza (PT-SP), em 2010, quando o ex-parlamentar teria recebido entre três e quatro depósitos de R$ 150 mil provenientes de propina.

Por sua vez, o doleiro Alberto Youssef revelou, durante as investigações, que Vander teria recebido recursos a pedido de Pedro Paulo Leoni Ramos, da empresa GFD Investimentos, e que o deputado operava fundos de pensões e algumas subsidiárias da Petrobras como a BR Distribuidora, capitaneada também por Vacarezza e pelo senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL).

A propina, de valor não especificado, teria sido entregue para o parlamentar, através do advogado Ademar Chaga da Cruz (OAB 13938). Inclusive, existiria uma ligação telefônica interceptada pela polícia federal em que Ademar cobra os depósitos de Pedro Paulo e depois pede desculpas, pois percebe que os pagamentos já haviam sido efetuados.

A GFD Investimentos funcionaria como uma empresa de fachada do esquema de corrupção, principal forma de lavagem de dinheiro usado por Alberto Youssef. Isso significa que a empresa não tinha atividade econômica ou capacidade de executar os serviços solicitados, mas era contratada para atividades de consultoria e emitia notas fiscais reais sem nunca executar o trabalho.

O dinheiro depositado na conta dessas empresas costumava ser sacado em espécime e utilizado no pagamento dos operadores e políticos. Entre as empresas de fachada podem ser citadas ainda a MO Consultoria, Empreiteira Rigidez e a RCI Software.

Já o deputado nega as acusações, e se disse surpreso com as acusações. Leia mais clicando aqui.

A Investigação

A Operação Lava Jato investiga um esquema de corrupção envolvendo quatro grupos distintos: diretores da Petrobrás que direcionavam licitações e vazavam informações confidenciais sobre detalhes dos certames, empresas que participavam do cartel para ganhar os maiores contratos, intermediadores que lavavam o dinheiro e realizavam os pagamentos dos envolvidos no esquema, e políticos que recebiam propina para manter os servidores corruptos na diretoria da estatal.

As apurações começaram com a investigação de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o ex-deputado federal José Mohamed Janene (PP-PR), o doleiro Carlos Habib Chater e as empresas CSA Project Finance Ltda. e Dunel Industria e Comercio Ltda. Com o aprofundamento das pesquisas, a Operação descobriu a atuação de diversos doleiros que trabalhavam em grupos distintos.

Entre 2004 e 2012, foi possível observar que as empreiteiras Galvão Engenharia, Odebrecht, Utc, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE, Skanska, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix, Setal, GDK e Oas formavam um cartel com participações eventuais das empresas Alusa, Fidens, Jaraguá Equipamentos, Tome Engenharia, Construcap e Carioca Engenharia.

Os diretores da estatal atuavam restringindo os participantes das convocações para que as empresas do cartel vencessem, permitiam negociações diretas sem justificativa, celebravam aditivos desnecessários e com preços excessivos, aceleravam contratações com supressão de etapas, entre outras irregularidades.

Do outro lado, as empresas do cartel incluíam um sobrepreço nas propostas apresentadas, de 1 a 5% do valor total dos contratos para o pagamento dos envolvidos no esquema de corrupção. A estimativa de prejuízos causados supera R$ 1 bilhão.

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