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domingo, 23 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Veja o depoimento: Jamal relata reuniões de equipe de Bernal e nervosismo

Chumbo trocado

04 novembro 2015 - 07h00Por Rodson Willyams

Alegando nervosismo. Assim começou se explicando o vereador Jamal Salem (PR), ao depor no último dia 26 de outubro ao coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), promotor Marcos Alex Vera de Oliveira. Ele foi convocado a falar após denunciar que Alcides Bernal, do PP, teria dado propinas para não ter cassado. O TopMídiaNews obteve o documento com a fala do ex-secretário Municipal de Saúde, e reproduz o conteúdo abaixo.

Primeiro, Jamal foi questionado sobre ter omitido, durante depoimento em agosto, o 'suposto oferecimento de vantagem e dinheiro' feito pelo prefeito em 2014, antes de ser cassado. O vereador se justificou, afirmando que quando esteve detido durante a primeira vez, no cumprimento do mandado de condução coercitiva, estava 'nervoso', e 'somente se limitou a responder as perguntas que foram feitas na época'.

O depoimento do vereador perdeu força após ele mesmo afirmar ao promotor que não tinha provas documentais e que ouviu comentários por meio de terceiros, que estavam no plenário acompanhando o trabalho parlamentar, 'oportunidade em que ouviu de populares que acompanhavam a sessão de votação' que Bernal havia proposto vantagens de cargos e até dinheiro a outros vereadores.

Ao promotor, o parlamentar ainda declarou 'que nunca ouviu de nenhum vereador declaração de que Alcides Bernal teria oferecido vantagem, no caso dinheiro e cargos, para não ser cassado'. Porém, o depoimento acabou comprometendo outros colegas da Câmara Municipal, como o atual Secretário de Governo de Bernal, Paulo Pedra (PDT), e o vereador Cazuza, do PP.

Na oportunidade, Jamal afirmou 'que viu que Paulo Pedra e Cazuza estavam chamando outros edis para reuniões, dentro da própria Câmara, mas não sabe precisar o teor das mesmas'. No depoimento, Jamal ainda declarou que, apesar de ter feito as declarações ao Gaeco, 'não possui qualquer prova documental acerca do oferecimento de dinheiro ou vantagens a vereadores para que votassem contra ou a favor da cassação do mandato de Alcides Bernal'.

Ao encerrar, o parlamentar explicou que decidiu revelar o que ouviu na época à imprensa sem se certificar da veracidade dos fatos. 'Resolveu das as declarações a imprensa, no sentido de ter ouvido boatos de que Alcides Bernal teria oferecido vantagens e dinheiro a vereadores para ser cassado, porque tinha interesse em ser reinquirido sobre esse fato'.  

Abaixo, veja as duas páginas do documento: