Após boa parte dos integrantes da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, renunciar à função, o presidente da Câmara de Vereadores de Corumbá, Tadeu Vieira, usou o Regimento Interno da Casa para nomear a nova composição da Comissão, que irá avaliar pedido de cassação de mandato do vereador Buxexa Amaral (PHS) por quebra de decoro parlamentar.
O vereador João Lucas (PP) vai presidir a Comissão de Ética, que tem ainda como integrantes Luciano Costa e Cristina Lanza, ambos do PT e os suplentes Yussef El Salla (PDT) e Roberto Façanha (PMDB).
Ao Diário Corumbaense, o presidente do Legislativo, Tadeu Vieira, informou que a comissão tem prazo de 90 dias para analisar o pedido de cassação de mandato feito pelo vereador Evander Vendramini Duran (PP). “Se a comissão entender que houve quebra de decoro, o próximo passo é a abertura da comissão processante, que vai dar andamento ao processo de cassação ou não do vereador, isso vai depender do plenário”, explicou.
O caso
A mesa diretora da Câmara de Corumbá acatou requerimento apresentado na sessão ordinária do dia 18 de maio pelo vereador Evander. Tudo começou na sessão do dia 12 de maio, quando Buxexa Amaral apresentava requerimentos e iniciou uma discussão com Evander. O parlamentar saiu do campo político para as ofensas pessoais dizendo que o colega não era “confiável”, era um “invasor de terras” e ainda denominou outros termos ao se referir a Evander, chegando a envolver a mulher do vereador no bate-boca.
“Eu esperei toda a sessão de segunda para ver se ele iria se redimir. Mas isso não aconteceu. Entrei com o requerimento e pedi prazo necessário para anexar as razões, com cópias de áudio, vídeo e transcrição do que ele falou em plenário, além de apresentar testemunhas que presenciaram o episódio lamentável”, disse Evander ao Diário Corumbaense no dia 19 de maio.
“Ele me acusou de invadir área ambiental, coisa que nunca fiz, além de outras graves ofensas. A discussão é salutar, mas partir para o campo pessoal e fazer acusações infundadas, isso não vou permitir. O mínimo que se exige no plenário é o respeito, está no Regimento Interno, e há muito tempo o vereador Buxexa tem extrapolado os limites, agredindo verbalmente não só a mim como a outros parlamentares”, completou o vereador. Evander ainda ratificou que caso o vereador se retrate no plenário da Câmara, retira o pedido de cassação, desde que não esteja aberta a comissão processante, o que não ocorreu até agora.
A reportagem também conversou por telefone com Buxexa Amaral, mas ele se limitou a dizer apenas: “vou me defender”.







