O vereador de Campo Grande, Maicon Nogueira (PP), reagiu às críticas feitas por moradores do bairro Coophasul que questionaram as faixas instaladas recentemente, em agradecimento a ele e à prefeita Adriane Lopes (PP) pela implantação de um playground (parque infantil), que, segundo a comunidade, ainda não ocorreu. A população acusa o uso político do espaço público, pelo fato de o material ter sido colocado na última sexta-feira (16), às vésperas da eleição para a Associação de Moradores do bairro, que aconteceu neste domingo (18).
Nogueira defendeu a instalação das faixas, explicando que elas são uma referência à reforma da quadra de esportes do bairro, que foi licitada e está em andamento. O vereador também descartou a possibilidade de que as faixas tivessem um intuito político, especialmente no contexto da eleição da Associação de Moradores.
"A eleição no bairro não teve disputa, pois a chapa única foi eleita por aclamação", afirmou o vereador, afastando qualquer sugestão de que a colocação das faixas fosse uma tentativa de obter apoio político.
Polêmica
Moradores do bairro Coophasul, em Campo Grande, ficaram indignados após a instalação de placas e faixas na praça do bairro agradecendo por uma reforma e pela implantação de um playground que, segundo a comunidade, ainda não aconteceram. A situação gerou revolta e levantou suspeitas de uso político do espaço público, especialmente às vésperas da eleição da Associação de Moradores, marcada para este domingo (18).
As imagens das placas foram instaladas nesta sexta-feira (16) e chamaram a atenção pelo conteúdo considerado “surreal” por quem frequenta a praça. Em uma das mensagens, o agradecimento é direcionado pela “reforma da praça”, enquanto outra agradece pela “nova instalação do playground”, apesar de o local seguir deteriorado, aparelhos de ginástica quebrados e sem qualquer obra estrutural recente.
“É o cúmulo do absurdo. Nunca vi agradecerem por algo que nem foi feito ainda”, desabafou uma moradora, que vive no bairro há cerca de 40 anos e preferiu não se identificar.
Segundo ela, a única mudança recente no espaço foi a instalação de iluminação de LED. “O resto continua do mesmo jeito: quadra arrebentada, aparelhos quebrados e buracos. Os próprios moradores consertam os equipamentos para os idosos fazerem ginástica de manhã”, relatou.
A moradora afirma que a reforma da praça é uma reivindicação antiga, que se arrasta há anos, inclusive com projeto aprovado em gestões anteriores, mas que nunca saiu do papel. Ainda assim, às vésperas da eleição da associação, o local teria sido limpo e recebeu as faixas de agradecimento. “É uma jogada clara de marketing político. Tem eleição e colocam faixas como se grandes conquistas já tivessem sido feitas”, criticou.
Outro ponto que causou revolta entre os moradores é a proximidade familiar e política envolvendo uma liderança do bairro, a prefeita Adriane Lopes (PP) e o vereador Maicon Nogueira (PP). Isso porque o presidente da associação de moradores estaria sendo ‘favorecido’ por sua proximidade com a chefe do Executivo. “É tudo parente, tudo política. Enquanto a cidade enfrenta problemas sérios, eles inauguram no papel algo que não existe”, afirmou.
Para a reportagem, o vereador Maicon Nogueira detalhou que as obras no espaço, estimadas em R$ R$ 229.999,02 começaram ainda no começo de 2026. “Vai ser reformada nesse início de ano sim”, afirmou ele encaminhando o documento do pregão eletrônico aberto para contratação da empresa que fará a reforma.
Além disso, comentou a suspeita sobre as eleições para presidente do bairro. “Não estou ajudando porque estou em viagem, volto na segunda. Mas lá a eleição é em chapa única, então a campanha é apenas um protocolo porque não tem disputa, muito estranho isso virar 'denúncia'. Ele já é presidente do bairro por dois mandatos e vai para o terceiro”, finalizou.
A reportagem também procurou a liderança do bairro e a prefeitura para falar a respeito do assunto, mas até a publicação desta matéria não teve resposta. O espaço segue aberto para manifestações futuras







