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Política

05/05/2015 13:39

Vereadores deixam base aliada do prefeito Gilmar Olarte

Pelo menos três vereadores ameaçam deixar a base aliada do prefeito Gilmar Olarte (PP). A debandada começou hoje (5) com o vereador Eduardo Romero (PT do B) que anunciou nesta manhã que vai seguir independente na Câmara Municipal.

Em comunicado, o parlamentar enfatizou que a decisão é individual e não reflete a opinião do partido, que possui indicações no Executivo, inclusive do filho do presidente da legenda, Morivaldo Firmino.

“Fiz o que pude e continuarei ajudando como puder no Legislativo. Hoje declarei minha independência no Legislativo em relação ao Executivo. Essa administração está errando e desrespeitando a população absurdamente. Assinei a CPI das Contas da Prefeitura e mesmo contrariando o meu partido estou fora da base de apoio. Continuo ao lado das pessoas que me elegeram pra ser mediador entre as políticas públicas e a sociedade”, declarou.

A relação entre o vereador e o progressista vem se desgastando desde a polêmica sobre a ‘Quinta Gospel’, em agosto do ano passado. Na época, Romero denunciou que a Fundac (Fundação Municipal de Cultura) se recusou a abrir espaço para a contratação do show da cantora Rita Ribeiro, que homenageia religiões de matriz africana como a Umbanda, causando grande repercussão entre os movimentos culturais.

Sem fazer um anúncio oficial, o vereador Chiquinho Telles (PSD) também confirmou para o Top Mídia News que não faz mais parte do grupo ligado ao prefeito Gilmar Olarte e atua de maneira independente na Câmara Municipal. De acordo com ele, o Executivo o isolou por cobrar melhorias na administração.

“Independente eu sempre fui e sempre serei. Votei a favor do que acredito ser melhor para a população, para Campo Grande, mas sempre tive a liberdade de cobrar o prefeito. Eu não me pronunciei, mas eu nunca fui tratado como base, pois eu sempre estou cobrando. Não atendem minhas solicitações, me tratam como oposição”, enfatiza.

Ex-fiel escudeiro de Olarte, o vereador Chocolate (PP) também teria abandonado o barco para não correr o risco de naufragar. Se antes, o progressista considerava seguir o prefeito em qualquer partido, a crise administrativa e a falta de tato do chefe do Executivo têm prejudicado o relacionamento entre os dois. Na manhã de hoje, o parlamentar foi mais um ‘aliado’ que assinou a CPI que vai instigar a prestação de contas da prefeitura.

Outros vereadores também ensaio deixar a administração progressista, mas seguem com cautela. Um exemplo é a vereadora Carla Stephanini (PMDB) que mantém um discurso de independência, apesar de continuar na base de sustentação de Gilmar Olarte.

“Eu sempre disse que estaria ao lado dos interesses de Campo Grande sendo assim continuo agindo guiada pelos interesses da população. A bancada é de sete vereadores e não vamos agir isoladamente, entretanto eu sempre tenho agido conforme a minha consciência em cada votação”, destaca.

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