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Política

Vereadores dispensam festa e elencam erros em dois anos de gestão Bernal

18 junho 2016 - 07h00Por Rodson Willyams

Os vereadores de Campo Grande definem a atual administração como 'perdida' e sem 'motivos para comemorar'. A declaração dos parlamentares ocorre justamente na semana em que o prefeito Alcides Bernal, do PP, completou dois anos á frente da administração municipal, descontando os dias em que esteve fora da prefeitura após a sua cassação.

Para os parlamentares há falta de planejamento, inoperância e ineficácia na resolução de problemas, principalmente no lado social, como é o caso dos ex-moradores da Cidade de Deus.

"Fica claro que é um governo que ficou sem planejamento nesses dois anos. É um governo que não tem claramente um rumo definido sobre o que quer seguir. Basta a gente ver a série de situações que estão acumuladas na prefeitura. Fora os diversos problemas que existem, como o da Cidades de Deus que ainda não foi resolvido", comenta o vereador Eduardo Romero, do Rede.

Para ele, de acordo com a ineficácia da administração, a prefeitura acaba adquirindo ou até mesmo, gerando novos problemas. "Parece que, por falta de administração, a prefeitura gera cada vez mais problemas ao invés de resolvê-los. Há, por exemplo, na questão da saúde, as vacinas que foram desviadas, o tapa-buraco que não foi resolvido e as contas que não conseguem ser fechadas. A gente percebe que é uma administração que não tem um rumo definido. Isso é muito ruim para a cidade que está sem planejamento e, infelizmente nesses dois anos, a gente tem tão pouco ou quase nada a se comemorar".

O vereador Chiquinho Telles, do PSD, afirma que Campo Grande ficou 730 dias abandonada. "Vejo que há um descaso com a população. Há muita sujeira por onde passo. É muita tristeza, muita maldade ou incompetência dele em se quer resolver os problemas do pessoal da Cidade de Deus. O medo era se ele tivesse ficado quatro anos ou se ficar por mais quatro. Na minha opinião, não há nada a se comemorar".

Paulo Siufi, do PMDB, outro parlamentar a comentar o caso, afirmou que Bernal pode responder por 13 crimes e não entende porque a Justiça não afasta o prefeito das suas funções. "Ele tirou as famílias de forma truculenta e as colocou em condições desumanas. Ele soube de tudo isso e não fez nada, ele condenou esse povo. O que ele fez foi uma barbárie", finalizou.

Em defesa do chefe do Executivo, a vereadora Luiza Ribeiro, do PPS, diz que Bernal resolveu problemas deixados por administrações anteriores como foi o caso da Cidade de Deus. "O prefeito conseguiu, durante esse pouco tempo, fazer muitas coisas na cidade. No caso da Cidade de Deus, cumpriu-se uma ordem judicial que estava prevista a mais de seis meses. Durante a desocupação não houve violência contra as famílias. Elas foram distribuídas em quatro áreas que estavam planejadas, claro que tivemos dificuldades, mas essas pessoas receberão o imóvel".

A parlamentar ainda disse que as famílias demoraram ser atendidas na construção das casas, porque o projeto demorou a ser analisado pela Câmara. "Tivemos atrasos para aprovação dos recursos, mas estamos avançando. Mas não é como eles falam não, ninguém está criando favela em Campo Grande. Estamos resolvendo problemas que foram deixados por gestões anteriores", finalizou.