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Vereadores estudam diminuir reajuste salarial, mas 1ª conversa termina sem resultados

Conforme presidente da Câmara, opção de ‘congelar’ salários não é a única em discussão

20 DEZ 2016
Amanda Amaral
19h00min
Foto: Geovanni Gomes

A Câmara Municipal de Campo Grande ainda não definiu como deve ficar a questão dos próprios salários, que passariam por reajuste de quase R$ 4 mil a partir de janeiro. A proposta ainda é estudada pela Mesa Diretora e deve ser apresentada amanhã (21) em sessão extraordinária, um dia antes da data limite para estabelecer decisão.

Além do pagamento mensal ao legislativo, será apresentada proposta relacionada ao valor dos salários de prefeito e dos secretários da Capital. Todos estes tiveram reajuste aprovado em 2014, mas retornaram com a pauta após pedido do prefeito eleito, Marquinhos Trad (PSD), de diminuir o próprio salário.

Conforme o presidente da Casa de Leis, João Rocha (PSDB), os projetos do executivo e legislativo serão revistos da mesma maneira, onde se evita utilizar o termo ‘congelamento’. “São os vereadores que atuam que decidem, não os que entram agora, e eles estão dispostos a rever, queria usar esse termo, aliás, essa situação que já está posta. Não é congelamento, é diminuição de salário, pode ser R$ 16, 17 e até mesmo 15 mil”, declarou.

Hoje, o salário dos vereadores é de R$ 15.031,76 e, com o aumento, chegaria a R$ 18.956,00. Já em relação ao prefeito, o salário passaria de R$ 20 mil para R$ 25 mil. O aumento aprovado teve base na lei e define-se a 75% da remuneração dos deputados estaduais.

“Vamos manter o que é legal e de direito, pela Constituição. Porém, em razão da situação que estamos vivendo no país e na cidade, é importante uma reflexão nesse sentido. Tenho certeza que o colegiado vai ser sábio. O prefeito pediu pra rever e nós estamos também revendo o nosso”, disse Rocha.

Conforme Rocha, a discussão tem sido feita em reuniões com os atuais vereadores, que se mostram dispostos a encaixar a melhor opção. Contudo, há receio de que haja protesto da população se a decisão não seguir pelo congelamento.

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