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Política

Vereadores se unem aos professores mas exigem maior pressão política

17 março 2016 - 11h49Por Izabela Sanchez e Rodson Willyams

Após o último ato da paralisação de três dias dos professores da Reme (Rede municipal de ensino) que faz parte de um movimento nacional, ao ocuparem a Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira (17), os parlamentares declararam apoio aos docentes.

O presidente da Casa João Rocha (PSDB) salientou que os vereadores que fazem parte da comissão permanente de Educação e Desporto, estarão à disposição dos professores para acompanhar a negociação. “A Casa já cumpriu com a sua obrigação, nós aprovamos a lei e agora o que nós podemos fazer é acompanhar de perto essa situação. A presidência está de portas abertas para os vereadores e a disposição dos professores”.

O vereador Alex do PT propôs, como forma de protesto, que a Casa obstrua qualquer projeto de lei enviado pelo executivo. O vereador Edil Albuquerque (PTB), no entanto, lembrou Alex que o executivo não enviou nenhum projeto, o que inviabiliza as obstruções como forma de pressão. Alex ainda salientou uma bandeira, afirmando que “quem é contra a educação não merece reeleição”.

“Quando ele desceu da bancada, ele assumiu compromisso público com a população e principalmente com os professores e na época tinha apoio da classe. Se o Bernal tiver um pouco de dignidade, que ele cumpra a lei 5.411”, concluiu.

O vereador Herculano Borges (SD) foi repudiado e vaiado ao utilizar a tribuna e tecer provocações aos professores. “Senti falta de alguns professores que estavam na beira da grade na época do Olarte [prefeito afastado, PP por liminar] e hoje estão na secretaria de educação”, afirmou.

“Dou os parabéns para vocês que estão aqui e estão cobrando, mas sinto falta de muitas pessoas aqui hoje. Fui bastante hostilizado pelos professores e o movimento se tornou politizado”, complementou Herculano.

Carlão (PSB) orientou que os professores pressionem o executivo pelo orçamento, que de acordo com ele, aumentou com a mudança nas plantas genéricas dos terrenos e com a arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

“Que não se esqueçam que a prefeitura teve o maior aumento na planta genérica de IPTU, um terreno no Nova Lima que estava em torno de R$400 reais hoje está valendo R$3000 mil. A prefeitura está ganhando muito com o IPTU. O orçamento gira em torno de R$3 bilhões e R$4 bilhões e já passou  pela mão do prefeito cerca de R$ 1 bilhão e 700 milhões. Não se deixem enganar por aquela voz aveludada e pela demagogia do Paulo Pedra [secretário de governo, PDT]”, declarou.

Luiza Ribeiro (PPS) que faz parte da base aliada do prefeito, também enfatizou que a lei municipal precisa ser cumprida e até se arriscou a falar por Bernal, ao dizer que “o prefeito não vai sei furtar de resolver essa situação do piso”.

“Os vereadores perdem a paciência com o prefeito. Esperamos que a lei seja cumprida e que a situação seja resolvida. Passou o ex-prefeito, está o novo, e nada foi resolvido”, afirmou Chiquinho Telles (PSD).

O presidente da ACP (Sindicato campo-grandense dos profissionais da educação pública), Lucílio Souza Nobre, usou a tribuna e convocou os vereadores para participarem da assembleia da categoria, na sede da ACP às 14h.