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Política

15/07/2014 15:00

'Vereadores vão querer outra CPI pra que?', indaga Coringa

Câmara Municipal

A alegria durou pouco para o vereador Chiquinho Telles (PSD) nesta terça-feira (15), onde conseguiu por alguns instantes, reunir  as 10 assinaturas no requerimento para a abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Campo Grande. O vereador, Ademar Vieira Junior, o Coringa, do mesmo partido de Telles, assinou o documento e depois retirou a assinatura que permitia a intenção de criação da CPI.

Durante a sessão ordinária, Telles havia conseguido reunir oito assinaturas, quando dirigiu-se até a Mesa Diretora onde estava Coringa para apresentar o documento. No momento em que o vereador assinou o requerimento sem ler, o parlamentar falava ao celular. Ao ser informado depois que havia assinado o requerimento, o mesmo procurou Chiquinho Telles afirmando que não havia assinado o documento sob alegação que havia se confundido com os documentos.

Em breve entrevista à imprensa, o vereador chegou a declarar que no primeiro momento que não havia assinado o documento, mas depois de ver a sua assinatura, afirmou que se confundiu no requerimento que foi entregue por Telles. Na sua justificativa, Coringa disse que o Ministério Público Estadual já está investigando o caso e que espera uma posição do órgão.

"O Ministério Público Estadual está investigando e estamos no aguardo. Eles precisam encaminhar as informações para Casa de Leis. A Juliana Zorzo, diretora-presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), também já encaminhou as denúncias para o MPE que é o órgão mais indicado para apurar todas as informações neste caso", explicou.

Ainda segundo Coringa, afirmou que a população está cansada de tanta CPI e que as mesmas apresentam um alto índice de gastos. "Eu pergunto para vocês, os vereadores vão querer outra CPI pra que?". Lembrando que uma CPI pode gerar gastos em torno de R$ 400 a R$ 700 mil.    

Ao ser questionado se a sua decisão de ter declinado estaria ligado a sua candidatura, o parlamentar negou. "Não sou contra a CPI, sou a favor da legalidade", ressaltou. Sobre a relação com Chiquinho Telles, Coringa declarou. "O Chiquinho conta comigo porque eu sou da mesma bancada do PSD. Mas eu retiro a minha assinatura e ele vai ter que fazer um novo documento".

O presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar (PMDB), terminou a sessão por volta das 12 horas e disse que não é contra a criação da CPI, mas não assinou o documento. "Não assinei o requerimento, mas respeito a opinião dos vereadores", afirmou.

Chiquinho Telles conseguiu reunir as assinaturas dos seguintes vereadores: Paulo Siufi e Magali Picarelli, ambos do PMDB; Elizeu Dionízio (SD); Eduardo Romero e Otávio Trad, do PTdoB; Edson Shimabukuro (PTB); Waldecy Batista, o Chocolate (PP); e Carlos Augusto, o Carlão (PSB), totalizando nove parlamentares.

CPI da Folia - Chiquinho Telles tentar abrir a CPI na Casa de Leis para que sejam investigadas irregularidades envolvendo a administração do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). A prefeitura por meio da Fundac, contratou a empresa Eco Vida Prestadora de Serviços Ltda para que fizesse contratações de artistas de renome.

Segundo o parlamentar, o relatório constatou que houve indícios de superfaturamento na contratação dos artistas no Carnaval e no Aniversário de Campo Grande. Conforme Telles foi constatado desvio de verba avaliado em mais de R$ 1 milhão.  O caso segue sendo investigado pelo MPE. 

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