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Política

Vereadores vão recorrer ao Supremo para anular cassação

18 novembro 2015 - 12h28Por Rodson Willyams e Dany Nascimento

Os vereadores Thais Helena (PT), Delei Pinheiro (PSD) e Paulo Pedra (PDT) que tiveram o mandato cassado por meio da decisão do ministro-relator do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Admar Gonzaga Neto, anunciaram nesta quarta-feira (18), que devem recorrer da decisão proferida ontem (17), na última instância da Justiça Brasileira para serem reconduzidos ao cargo de parlamentares por Campo Grande.

Durante a audiência pública realizada nesta manhã, na Câmara Municipal, a vereadora Thais Helena afirmou que estava assistindo a decisão pela televisão, quando saiu o resultado ficou surpresa. "Eu não concordo com tudo o que foi dito lá. Eles disseram que teve busca e apreensão no meu escritório, coisa que nunca aconteceu e não tem provas. A única coisa que foi encontrada está relacionada a 46 requisições equivalentes a 10 litros de gasolina que estavam com o CNPJ. Essas requisições foram encontradas em um posto de gasolina por conta de outra situação".

A parlamentar ainda esclareceu que as requisições estavam no posto de combustíveis apenas por causa do abastecimento de membros da comissão de campanha. "Há jurisprudência no próprio Tribunal Regional Eleitoral que permite essa prática. Então, eu não concordo com essa decisão do relator do processo. Nós vamos recorrer para restabelecer a verdade. Essa processo também está muito confuso, há situações que não ocorreram e cita até uma lista de pessoas que nunca existiu. Vou recorrer até última instância e vou pedir que esse processo seja analisado de forma imparcial".

Thais ainda afirmou que permanece na Câmara Municipal até que a Casa de Leis seja comunicada oficialmente sobre a decisão. "Irei permanecer aqui trabalhando até que saía a decisão. Depois disso, mesmo assim, estarei trabalhando por Campo Grande", finalizou.

PSD - A reportagem também entrou em contato com o vereador Delei Pinheiro, que comunicou que o caso já está nas mãos do seu advogado. "Eu já estive conversando ontem com o meu advogado, recomendei a ele para analisar o caso e recorrer no que for possível". 

E continuou, "estou tranquilo sobre essa questão. O Tribunal Regional Eleitoral aceitou as minhas contas quando apresentei após a eleição. Vejo que não há nada de irregular. Agora por causa de três tickets de combustível, que davam 10 litros de gasolina, cassaram o meu mandato, nem eles conseguiram sequer explicar essa situação. Não acho justo, levando em consideração que eu tive sete mil votos contra três da minha suplente [Juliana Zorzo] e responder por erros de outros. Eu tive representação política, mas o meu advogado já está vendo o que pode ser feito para recorrer desta decisão", finalizou.

PDT - O TopMídia News também entrou em contato com atual secretário municipal de Governo, Paulo Pedra, que afirmou que vai recorrer sobre a decisão e relatou que a cassação pode até ser anulada. "O ministro-relator do processo foi advogado do processo e acredito que esta decisão pode ser até anulada. Os meus advogados já estão vendo isso e vamos recorrer no Supremo", finalizou.