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Política

17/08/2020 13:00

Voltar às aulas presenciais? Deputados de MS têm opiniões diferentes sobre o assunto

Risco de contaminação da covid-19, regras de biossegurança e comportamento dos alunos levantam diversas discussões

Deputados estaduais de Mato Grosso do Sul possuem opiniões diversas sobre o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas do estado. Com a chegada da pandemia e o risco de contágio constante, há quem seja a favor citando regras de biossegurança e outros contra.

Para o deputado Pedro Kemp (PT), que é professor e já comandou a pasta da educação em MS, a volta às aulas é perigosa no momento. “Penso que a volta às aulas, por enquanto, não deve ocorrer, uma vez que ainda estamos tendo um crescimento de infectados e óbitos no Estado e, em especial, Campo Grande. Acredito que uma nova avaliação da situação deve ser feita daqui a um mês e, caso haja uma melhora no controle da pandemia, seja feito um retorno gradativo, com medidas de biossegurança muito bem definidas, com estratégia de revezamento das turmas”, explicou.

O parlamentar não considera que o ano foi 'perdido', como comentam muitos pais. “Não considero que o ano letivo está perdido, porque as atividades escolares foram mantidas de forma remota. Mas acredito que será necessário um processo de recuperação dos conteúdos, principalmente voltado aos alunos com dificuldades de acesso às plataformas utilizadas pelas escolas”.

A favor

Já o deputado do PL, João Henrique Catan, é a favor da retomada das aulas presenciais. “Sou a favor da continuidade de todas as atividades, com emprego dos máximos cuidados e regras de biossegurança”.

Planejamento

Para o deputado Capitão Contar, não é o momento das aulas voltarem da forma como eram. Ele cita que deve ter planos de biossegurança.

"A princípio, não sou a favor que as aulas no Estado voltem como antes, de forma regular. Acredito que é necessário um planejamento com especialistas: professores e médicos (infectologistas), para que todos retornem ao ambiente escolar de forma segura. Uma alternativa, por exemplo, seria um rodízio de alunos, seja por faixa etária ou por matéria que necessite a aula presencial. Até mesmo o ensino híbrido, onde este estudante tem a oportunidade de fazer as disciplinas on-line, mas que em outro período possa ter o auxílio de um profissional para tirar dúvidas".

O parlamentar também não enxerga 2020 como um ano perdido para os estudantes. "Não vejo 2020 como um ano perdido, mas um ano difícil, onde talvez os alunos tiveram uma absolvição menor de informações. Por outro lado, foi um ano de aprendizagem, onde eles tiveram que mudar o método de estudo, de disciplina e organização. Os dados da Covid em nosso Estado continuam crescendo, por estas razões, não vejo motivo para as aulas serem totalmente presenciais neste ano, paramos o ensino antes do pico do vírus e, agora que a infecção está em alta, não tem lógica o retorno para a escola sem um planejamento eficiente e seguro".

Proposta rejeitada

O deputado Marçal Filho (PSDB) apresentou projeto que pretendia implantar medidas para prevenção da covid-19 aos alunos de MS para retomada das aulas, mas teve a proposta rejeitada pela CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final). 

O texto previa ações como aferição diária de temperatura dos alunos, professores e demais funcionários e encaminhamento para teste da covid-19 em casos febris. A CCJR declarou que o projeto de lei era inconstitucional. 

Em MS, as aulas presenciais estão suspensas até o dia 7 de setembro. 

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