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Política

06/01/2015 08:32

Zé Teixeira tenta derrubar Mochi na Assembleia, e Reinaldo 'lava as mãos'

Mesa Diretora

O governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, preferiu deixar para os cinco deputados eleitos pela sua composição para entrarem em um consenso e indicar um nome para disputar a presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que acontece em fevereiro de 2015. 

Reinaldo não confirma, mas nos bastidores é dado como certo que ele apoia Zé Teixeira, deputado eleito pelo PSDB. O problema é que havia acordo com o PMDB para a indicação de Júnior Mochi para a presidência da casa, o que pode abrir uma forte disputa entre os dois partidos.

"Eu pedi aos cinco deputados eleitos conosco no primeiro turno que escolhessem um nome entre eles e que a partir disto, a gente pudesse começar uma discussão com outras bancadas. Mas eles precisam entrar em consenso e não vou puxar isso para o governo. A responsabilidade é dos cinco deputados", comentou Azambuja. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (5), durante vistoria no Aquário do Pantanal, em Campo Grande.

Nas eleições de 2014, os deputados Onevan de Matos, Rinaldo Modesto, Ângelo Guerreiro e Flávio Kayat, do PSDB e Zé Teixeira, do DEM, foram eleitos no primeiro turno. Ao ser questionado se o indicado entre os cinco poderia ser o deputado Zé Teixeira, Reinaldo preferiu se eximir da responsabilidade e deixar para os parlamentares decidirem entre si.

O próprio Zé Teixeira já indicou que vai tentar a presidência, e tentar derrubar Júnior Mochi, do PMDB, antes preferido para assumir o comando da Assembleia. A eleição dentro da Casa pode acabar afastando os peemedebistas da base tucana.

Apoio - Reinaldo ainda foi questionado pelos jornalista se não tinha receio do PMDB virar oposição e atrapalhar seus planos que foi amplamente divulgada durante a sua campanha eleitoral após criar uma comissão para auditar o Aquário do Pantanal.

"Eu como governador eleito não posso esconder nada da população. Estamos falando do que existe e não há nada sendo inventado ou coisa criada de situações de heranças que herdamos. Uma obra deste posto é questionada e nós precisamos dar maior transparência. E tenho uma boa relação com a bancada do PMDB", declarou.

Porém, durante a vistoria, Reinaldo foi enfático ao dizer que a obra encarada como prioridade pela administração do ex-governador André Puccinelli, do PMDB, foi um equívoco. "Não entendo essa obra como prioridade, mas já que o governo anterior elencou, cabe a nós termos a segurança necessária para fazer a conclusão desta obra", finalizou.

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