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Política

há 11 anos

Zeca rompe trégua e tenta tirar grupo de Delcídio do comando do PT

Disputa

A trégua estabelecida dentro do Partido dos Trabalhadores durante a campanha eleitoral de 2014 chegou ao fim, depois da renúncia do presidente regional do PT, Paulo Duarte. Ele alegou incompatibilidade de agendas, já que exerce o cargo de prefeito de Corumbá e justificou não ter mais tempo para administrar as duas funções. Pelos bastidores, o nome cotado para assumir a legenda seria do ex-deputado federal, Antônio Carlos Biffi, que não conseguiu se eleger e o cargo ficaria como consolo depois da derrota nas eleições.

Biffi teria total apoio do senador Delcídio do Amaral e forte ligações com o PMDB, este último fato provocou instabilidade dentro do partido, iniciadas pelo ex-governador Zeca do PT.

O deputado federal mais votado nas eleições discorda da candidatura de Biffi, por ter afirmado que o senador Delcídio do Amaral perdeu as eleições ao Governo do Estado, justamente por não ter feito uma aliança com o PMDB. "Ele expressa um projeto do PMDB dentro do PT. Ele defendeu uma aliança abertamente do PT com o PMDB e eu sou absolutamente contra isso".

Na opinião do ex-governador, a perda de Delcídio nas eleições ocorreu justamente porque o partido não teve disposição para apresentar os problemas ocasionados pela administração de André Puccinelli, do PMDB.  "A razão dele ter perdido as eleições foi porque não teve coragem política de fazer um debate sobre as mazelas do governo do André".

O ex-secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), Semy Ferraz,  ligado a Zeca do PT, afirmou que agora é o momento do partido fazer uma reflexão e reavaliar o passado. "Acho um grande conchavo eleger o Biffi.  Ele perdeu a eleição e agora querem dar a presidência para ele. Acho isso um grande erro e o PT precisa fazer uma correção de rumo.  O PT precisa ouvir as bases, o partido ficou refém do PMDB e não teve mais uma posição forte, principalmente dentro da Assembleia Legislativa e da bancada federal se aliou ao PMDB".

Para Semy, o fato do partido ter pedido as eleições ocorreu justamente porque o PT não se apresentou como mudança para a população. "Nós não nos apresentamos como um projeto de mudança e o Reinaldo fez isso. Mostrou a fila do hospital, estradas sem manutenção, apoiou o pequeno produtor. O PT fez uma aliança com para não atrapalhar a candidatura da Simone [Tebet, do PMDB] e não bateu no André. Tínhamos uma CPI da Saúde, as denúncias do Hospital do Câncer e não usamos nada disso. O Reinaldo se colocou como uma alternativa e levou a melhor. Acredito que o PT caiu mais no conto do vigário do André que jogou falando que não iria apoiar o Nelsinho".

Zeca do PT colocou o nome a disposição para disputar com Antônio Carlos Biffi apoiado pelo senador Delcídio do Amaral. "Eu estou tentando construir esse debate dentro do partido colocando o meu nome a disposição. As propostas tem que ser para democratizar o PT, temos que olhar para as candidaturas para 2016 focando na maioria das cidades. Precisamos fazer funcionar as instituições internas, promover os encontros e fortalecer os setoriais e a organização do partido. Nós temos inúmeros desafios para 2015".

O ex-governador ainda disse que já conversou com outros lideres de correntes políticas dentro do Partido dos Trabalhadores para tentar entrar em um consenso. "Já conversei com a Thais Helena que tem uma corrente, falei com o deputado estadual Amarildo Cruz, com o deputado federal Vander Loubert para que a gente possa achar um nome, que não pode ser necessariamente o meu, um nome que indique aglutine", finalizou. Entre os nomes cotados pelos entrevistados está do ex-deputado Laerte Tetila e da ex-primeira-dama Gilda Miranda.  

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