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Acidentado e diabético, idoso implora por tratamento médico, mas não consegue nem radiografia

Familiares dizem que radiografia feita há 3 meses no Bairro Tiradentes não está pronta

17 NOV 2016
Thiago de Souza
11h21min
Família diz que radiografia feita na UBS Tiradentes não ficou pronta

Leitores do TopMídiaNews, amigos  do pedreiro Liziário Vicente, 62 anos, denunciam descaso na saúde pública, com uma verdadeira peregrinação em postos de saúde da Capital, em busca de atendimento desde o início do ano. Diabético e com dores em quase todo o corpo, o idoso aguarda por uma radiografia, feita, segundo os parentes, no Centro Regional de Saúde do bairro Tiradentes há 3 meses, e que até agora não ficou pronta.

Vicente caiu de um telhado e sente dores da cintura para baixo. Além disso, tem diabetes que se descontrola facilmente. Na primeira radiografia que fez, nada de mais grave foi constatado. Porém, ao voltar para casa, no Jardim Aero Rancho, as dores voltaram junto. Quando vai ao posto, o idoso recebe medicamento para a dor, mas segundo a família, não surte efeito completo.

''Ele não consegue nem dormir, passa alguns dias e a dor volta'', conta a ex-nora de Vicente, Daiane Armando.

Mesmo sem  encaminhamento do setor de saúde, a família tentou a internação do idoso no Hospital Regional, em Campo Grande, mas como não havia especialista, segundo os parentes, não havia sentido em ficar lá. Sem saber o que fazer, Vicente procurou uma ação de saúde feita pelo Exército Brasileiro, no Parque Ayrton Senna, e lá foi atendido. Porém, apesar de medicado, o pedreiro continua com dores e precisa de encaminhamento para o hospital, que até agora, não conseguiu.

''Tivemos que ir nessa ação do Exército, mas não é sempre que a gente consegue isso'', explicou a ex-nora de Vicente. Ela contra que, por causa das dores, o pedreiro precisa trabalhar e não pode.  

Sem forças e quase sem esperança, Liziário terá de voltar à Unidade Básica de Saúde do Aero Rancho para tentar, com a gerente da unidade ou a assistente social, o tão esperado tratamento, que a família acredita que deverá ser feito no hospital. A Prefeitura de Campo Grande, por meio de sua assessoria de comunicação, tentou verificar o caso, mas precisava do número do cartão do paciente, o que não foi conseguido até o momento. 

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