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Acupuntura é capaz de aliviar calor provocado pela quimioterapia

Pesquisa

30 DEZ 2013
Redação
11h36min
Foto: Reprodução

O tratamento com acupuntura, tanto faz se verdadeira ou falsa, alivia as ondas de calor e outros efeitos secundários da quimioterapia aplicada a pessoas com câncer de mama, de acordo com um estudo feito nos Estados Unidos divulgado nesta segunda-feira (30) pela revista "Cancer".

Os pesquisadores no Centro Greenebaum do Câncer, da Universidade de Maryland, e do Centro Kimmel de Câncer, da Universidade Johns Hopkins, queriam determinar se a acupuntura podia reduzir a gravidade dos efeitos secundários vinculados com os inibidores de aromatase.

Estes compostos, usados para impedir que o câncer de mama reapareça depois da cirurgia, bloqueiam a sínteses do hormônio estrogênio nas pacientes pós-menopáusicas e por isso podem causar calores de moderados a graves, similares aos experimentados durante a menopausa, e problemas nos músculos e nos ossos.

Para a pesquisa, foram recrutadas 47 mulheres pós-menopausa com câncer de mama com receptor positivo de hormônio, nas fases 0 a III, que tinham recebido a quimioterapia por pelo menos por um mês.

Metade das pacientes recebeu oito semanas de acupuntura autêntica e outras 23 uma versão falsa.

Além disso, os pesquisadores colheram a informação registrada pelas participantes em anotações diárias sobre os calores desde o começo do estudo até a 12ª semana.

Outros questionários se referiram a sintomas da menopausa, humor, qualidade do sono, depressão, ansiedade e qualidade de vida, organizados no começo do estudo, e quatro, oito e 12 semanas mais tarde.

Entre as mulheres que receberam acupuntura real os pesquisadores perceberam melhoras estatisticamente significativas quanto à depressão, a gravidade e frequência dos calores, a interferência deles na vida cotidiana e outros sintomas da menopausa.

Entre as que tiveram um tratamento de acupuntura falso os pesquisadores também perceberam melhoras estatisticamente significativas, mas em percentual bem melhor, na qualidade de vida, na interferência dos calores e dos outros sintomas na rotina da mulher.

Nos grupos com acupuntura real e com acupuntura falsa, as mulheres viram uma redução média da gravidade dos sufocos de 31 e 54%, respectivamente.

Para comparar os efeitos das sessões de acupuntura real com os de acupuntura falsa, a equipe usou agulhas retráteis, que não penetram na pele, postas em 14 pontos empregados na acupuntura real.

As agulhas não penetrantes produzem a sensação de uma picada na pele de modo que as mulheres não podiam saber se recebiam o tratamento real ou não.

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