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Saúde

02/01/2015 08:31

Ano novo, velhos problemas: saúde segue caótica em Campo Grande

Insatisfação

A população está descontente com a saúde pública fornecida pela Prefeitura de Campo Grande. Passados os nove meses do primeiro ano da gestão do atual prefeito Gilmar Olarte (PP), a Capital continua com sérios problemas no setor e campo-grandenses pedem melhorias para o executivo.

Com falta de médicos, medicamentos e uma estrutura ruim, as pessoas que dependem da saúde pública se revoltam e reclamam pedindo para a prefeitura melhorar a situação no ano de 2015. A equipe do Top Mídia News, percorreu as UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) de Campo Grande e ouviu a população que pede melhorias o mais rápido possível.

De acordo com o aposentado Carlos Ricardo Vieira de 69 anos, o setor precisa melhorar e muito. Ele explica que não tem condições de pagar um plano e não tem outra escolha a não ser ir até a UPA da Vila Almeida.

"A falta de médicos é algo desumano. Acho que as autoridades competentes tinham que prestar mais atenção na saúde fornecida para os cidadãos. Pagamos impostos, nada vem de graça. Nesta Unidade falta praticamente tudo, muitas vezes fui buscar remédios e estava faltando na farmácia, me lembro que o remédio custava R$ 80, para um aposentado como eu, esse dinheiro me faz falta. Acho que a prefeitura tinha que investir mais na saúde e parar de gastar a toa", desabafa.

Na UPA do Vila Almeida os atendimentos ambulatoriais foram proibidos, após parte do forro da recepção desabar, na manhã do último dia 24. O teto cedeu e grande quantidade de fezes de pombos se espalhou pelo local, causando mau cheiro e riscos à saúde. Este problema também tem causado uma certa 'dor de cabeça' nos moradores da região.

 População está descontente com atendimento (Foto: Geovanni Gomes)

"É complicado, porque desta forma temos que marcar tudo em outros bairros. Eu dependo de ônibus e nem sempre temos dinheiro para passagem. Espero que o nosso prefeito resolva logo este problema e que comece o ano ajudando as pessoas a terem uma vida melhor. Sou diabética dependo da saúde pública", lamenta a vendedora Raquel Miranda de 44 anos.

Muitos pais reclamam da falta de pediatras nas unidades. Segundo o pedreiro Marcos Carvalho de 29 anos, ele tem três filhos, todos com menos de dez anos de idade que sempre precisam dos serviços públicos mas o atendimento demora muito. "Nem sempre tem médico para atender. Quando marcamos exames, às vezes demora meses e depois esperamos novamente para saber os resultados. Se for algo realmente urgente as pessoas morrem, porque esta difícil", explica. Outro pai, José Donizete de 44, reclamou do mesmo problema, ele duas filhas, uma de três e a outra de quatro anos que sempre precisam de um pediatra. "Pedimos mais médicos para nós e nossos filhos, disse.

Para a cabeleireira Rosa Santos Silva, os médicos muitas vezes estão no local de trabalho, mas fazem 'corpo mole' para atender os pacientes. 'Deixam esperando como se as pessoas fossem bichos, tenho amigos que são funcionários e dizem que os médicos enrolam para atender de propósito", ressalta.

População está descontente com atendimento (Foto: Geovanni Gomes)

                                 O autônomo João Balbino de 48 anos pede melhorias urgentes.


Para o autônomo João Balbino de 48 anos, o prefeito tem que olhar a saúde com um olhar humano e se colocar no lugar das pessoas que dependem da saúde pública. "É muita espera. Queria ver se fosse o filho dos políticos, se o atendimento iria demorar como demora conosco. Espero que as coisas melhorem no ano quem. A esperança é a última que morre",brincou.

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