Após a grande repercussão que o caso do vendedor autônomo, Silvio José Junior, 33 anos, que ficou em estado vegetativo depois de apenas passar mal e dar entrada no Posto de Saúde do Tiradentes na Capital, o secretário Municipal de Saúde, Jamal Salem, resolveu ir visitar Silvio e tentar ajudar a família do rapaz, que não tem condições de arcar com todas as despesas e manter o tratamento necessário que o jovem precisa.
"Ontem conversei com a família do Junior pelo telefone e perguntei o que seria prioridade para melhor atendê-lo. Me informaram que a maior necessidade seria uma fonoaudióloga e uma fisioterapeuta. Hoje trouxe as duas profissionais para avaliar o estado de saúde de Silvio. A Sesau- Secretária Municipal de Saúde Pública, pretende ajudar no que for preciso", explicou Jamal.
De acordo com o presidente da Avem (Associação das Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul), Valdemar Morais de Souza, a prioridade é comprovar o erro médico com processo administrativos e sindicâncias e ainda destacou que a família já entrou com uma ação no Ministério Público Estadual pedindo providências sobre o caso ao CRM (Conselho Regional de Medicina) e à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
"Ele chegou apenas com mal estar na Unidade de Saúde, aplicaram um medicamento que fez com ele começasse a ter várias convulsões e em seguida um AVC (acidente vascular cerebral ). Vamos ir fundo neste caso, para que erros como este, não voltem a acontecer", esclarece.
Segundo o irmão de Silvio, Renato Gama de 34 anos, no dia 31 de agosto do ano passado, Junior sentiu ânsia de vômito e resolveu ir até o posto de saúde. Depois disso ele nunca mais voltou a ser o mesmo. Encaminharam o rapaz para uma clínica particular, onde ficou internado por 21 dias, o que gerou uma dívida de R$ 137 mil, que está sendo cobrada da família. "Meu irmão ficou com convulsões das 21h às 5h da manhã do outro dia e depois o encaminharam para esta clínica. Abusaram da humildade do meu pai que no momento de desespero acabou assinando o do documento da conta", lamenta Renato.

Gama ainda ressaltou que mesmo neste momento difícil que está passando, ultimamente muitas pessoas boas estão o ajudando. "Meu irmão sempre foi uma pessoa muito querida, mas depois que aconteceu isso conosco, os amigos e a grande maioria dos parentes sumiram. Mas ainda assim, aparecem anjos nos nossos caminhos. Após toda repercussão que o caso teve na mídia, muitas pessoas estão nos doando fraudas, medicamentos, alimentação e várias ligações de apoio. Recebemos até uma luva autografada do famoso goleiro Rogério Ceni que vamos leiloá-la para ajudar nas despesas do meu irmão", disse.
Segundo Salem, após a avaliação da fonoaudióloga e da fisioterapeuta, ele também vai indicar um médico para ir pelo menos uma vez por semana na casa de Junior. " Vou falar para um profissional acompanhar o caso de perto. A família está com o meu número de telefone e se precisarem de transporte também podemos ajudar", prometeu o secretário.

Ainda segundo Renato, Jamal disse pelo telefone que a família devia ter procurá-lo antes. "Não é algo tão simples assim, chegar na secretária e conseguir conversar diretamente com o responsável pelo órgão. Tudo isso só está acontecendo graças à imprensa que está nos ajudando muito. Mas vamos fazer tudo perante a lei, porque temos medo do caso ser esquecido pelas pessoas", disse.







