sábado, 24 de janeiro de 2026

Busca

sábado, 24 de janeiro de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Saúde

20/05/2014 19:00

Audiência pública discute ampliação de setor de oncologia na Capital

Saúde Pública

A Implementação do Centro de Transplante de Medula Óssea e Laboratório de Células- Tronco Hematopoiéticas do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e a meta para doação de medula óssea foram temas de discussão de audiência pública realizada na tarde desta terça-feira (20), na Assembleia Legislativa, no Parque dos Poderes.


O deputado estadual Lauro Davi (Pros), autor do Projeto de Lei 082/2014, que autoriza implantar o serviço de transplante de medula no Estado, explicou que a audiência reforça a necessidade da criação do Centro de Transplante de Medula Óssea (CTMO).


"O Centro traz uma série de vantagens e os pacientes não precisarão se dirigir a outros Estados", ressaltou. Segundo o deputado, 90% da tramitação do projeto já foi aprovado, no entanto, é fundamental conseguir recursos para a ampliação, que custará cerca de R$ 5 milhões e R$ 26 milhões para a construção de um novo prédio.


"Precisamos do incentivo do Governo Federal, de decisão Política", declarou. O médico-chefe do Centro de Tratamento Onco-Hematológico Infantil  (Cetohi), Marcelo dos Santos Souza, falou sobre as vantagens na construção do CTMO.


"A ampliação vai contribuir com melhor atendimento aos pacientes e traz maiores chances de curas", afirmou. Segundo o médico-chefe do Cetohi, atualmente existem 350 pacientes em tratamento no setor de oncologia do Hospital Regional Rosa Pedrossian.


O pastor Diego Recena Aydos, que perdeu dois filhos com um doença rara auto-imune chamada Linfo-histiocitose hemofagocítica e que mobilizou milhares de pessoas em favor da doação de medula óssea, a fim de conseguir alguém compatível com o bebê Timóteo, que morreu aos dois meses, criticou a meta estabelecida pelo Ministério de Saúde, em relação ao número de cadastro de doadores.


No estado, o Ministério da Saúde estabelece uma meta de 8.565 cadastros. Segundo o secretário responsável pela da Secretaria de Estado de Saúde (SES) Antônio Lastória, o quantitativo corresponde a quantidade de exames pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que irão definir se a pessoas será ou não doadora.


"São exames rigorosos e caros. Essa meta é referente ao que o SUS paga e não a quantidade de pessoas que podem se cadastrar", explicou. Segundo o secretário da SES, cada exame realizado para o banco de dados do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), corresponde a R$ 375,00.


Lastória ressaltou que 28 pessoas já foram solicitadas como doadores de medula óssea no Estado e que aumentar o número de cadastro, seria importante e aumentariam as chances de encontrar um doador, no entanto salientou outros problemas como a necessidade de melhorar a atenção básica. "A Santa Casa também precisa ser priorizada. O setor de trauma é um dos mais lotados", destacou.


A audiência pública teve início às 14 hora e foi encerrada com um debate. O presidente da Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems), Ricardo Ayache também esteve presente.

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias