Enfrentando inúmeras denúncias de descaso e má gestão da saúde, o prefeito Gilmar Olarte (PP) afirmou, neste sábado (18), que o problema é a “falta de paciência” da população. Para ele, a lotação da rede particular de saúde - por conta da epidemia sazonal de doenças respiratórias - estaria “comprometendo” a rede pública do município.
“É uma época do ano difícil. A superlotação da rede privada e de pacientes do interior que procuram tratamento na Capital tem deixado os postos de saúde muito cheios. Mas com a paciência e entendimento da população de que o atendimento demora, mas acontece, nós iremos trazer a paz e a tranquilidade para os postos”, disse.
Enquanto isso, a população enfrenta inúmeras dificuldades no atendimento a saúde. Além da falta de remédios denunciada por servidores de postos de saúde como o Coronel Antonino, várias situações de desrespeito nas unidades de atendimento tem circulado pela internet.
Na última quarta-feira (15), depois de esperar por mais de oito horas na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, um paciente se revoltou e acabou contido e agredido por dois guardas municipais. As imagens foram flagradas por populares.
Sobre as dificuldades financeiras do município, o prefeito voltou a citar a redução nas verbas provenientes do governo federal. “São cerca de 200 milhões de reais que não estão entrando no nosso cofre”, disse.
Recentemente, o executivo distribuiu mais R$ 48 milhões do FMS (Fundo Municipal de Saúde), entre pastas da administração.
Plantões médicos também foram cortados e Olarte já informou que cortará metade do repasse feito mensalmente à Santa Casa. Sem a verba, o hospital terá de cortar serviços.







