S10 de Setembro é o Dia Internacional de Prevenção ao Suicídio. Dados da Organização Mundial de Saúde revelam que a cada três segundos uma pessoa tenta tirar a própria vida e a cada 40 segundos há um suicídio no mundo. Especialistas no tema afirmam que é preciso falar abertamente sobre o autoextermínio para poder preveni-lo.
O assunto ainda é tabu e rodeado de mitos. Em Mato Grosso do Sul, o Projeto Labirinto, o CVV/GAV e o Núcleo de Estudo e Pesquisa em Bioética do HU/UFMS, realizam, neste sábado (12), ações de prevenção. Às 7h, no Terminal Morenão, às 08h, no semáforo da Av. Costa e Silva, em frente ao Portão da UFMS e, às 09h30, na Praça Ary Coelho. A intenção é divulgar para a população que sempre existe uma saída e o melhor caminho é pedir ajuda, pois uma dor não compartilhada dói mais.
Desde o começo do mês, quando se iniciou o Setembro Amarelo, movimento criado para discutir o suicídio e sua prevenção, uma campanha nas redes sociais alerta sobre a necessidade de se falar e ouvir sobre isso, assim como reforçar que é a principal causa evitável de mortes prematuras.
“Hoje o principal fator de risco, segundo a OMS, é a depressão. Muitas pessoas possuem a doença e não sabem por falta de um diagnóstico preciso. Antes de brincar ou criticar que o indivíduo não quer dormir, comer, trabalhar e deseja morrer, preste bem atenção. A pessoa que fala que quer morrer tem que ser levada muito a sério”, comenta o professor do Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Edilson dos Reis. Ele é coordenador do I Curso de Prevenção do Suicídio do Brasil.







