TCE 27/10 a 29/10
Menu
quinta, 28 de outubro de 2021 Campo Grande/MS
Saúde

Com diagnóstico tardio, diarista morre por complicações de escarlatina

Vítima poderia ter sido tratada com antibióticos, mas situação se agravou e ela morreu; caso aconteceu em Anastácio

23 setembro 2021 - 09h27Por Diana Christie

A diarista Giovana Barrera Cardoso, 38 anos, morreu nesta quarta-feira (22), vítima de complicações de escarlatina. O diagnóstico tardio pode ter interferido no tratamento da doença, denuncia o irmão Jonas Barrera Cardoso.

Segundo ele, em entrevista ao jornal O Pantaneiro, Giovana vinha sofrendo com muitas dores e chegou a procurar atendimento médico duas vezes. Nas ocasiões, ela foi medicada com dipirona intravenosa e liberada logo em seguida.

Giovana só teve o diagnóstico correto quando foi internada na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do hospital regional de Aquidauana, após ter passado dias sem comer e com dificuldade de mobilidade. A doença, se descoberta a tempo, seria tratada apenas com o uso de antibióticos.

O sepultamento será realizado na capela da Pax Vida, em frente ao hospital de Anastácio, nesta quinta-feira (23). A vítima é natural de Aquidauana e morava na cidade gêmea. Ela deixa dois filhos.

A doença

Conforme a Secretaria de Saúde de São Paulo, a escarlatina é uma doença infecciosa aguda, causada por uma bactéria chamada estreptococo beta hemolítico do grupo A. Os estreptococos são, também, agentes causadores de infecções da garganta (amigdalites) e da pele (impetigo, erisipela).

Mais comum em crianças, o aparecimento da escarlatina não depende de uma ação direta do estreptococo, mas de uma reação de hipersensibilidade (alergia) às substâncias que a bactéria produz (toxinas). Assim, a mesma bactéria pode provocar doenças diferentes em cada indivíduo que infecta.

Os principais sintomas são infecção na garganta, febre e uma erupção típica na pele. O seu início é súbito com febre, mal-estar, dores de garganta, por vezes vômitos, dor de barriga e prostração.

A erupção da escarlatina é constituída por pequenas manchas do tamanho de uma cabeça de alfinete, cor vermelho vivo e que são mais intensas na face, nas axilas e nas virilhas, poupando a região em volta da boca que se apresenta pálida, e as palmas das mãos e plantas dos pés.

O tratamento geralmente é composto por penicilina e, em casos de alérgicos ao medicamento, a eritromicina. As complicações da doença resultam da disseminação da infecção estreptocócica a outros locais do organismo, causando, por exemplo, otite, sinusite, laringite, meningite, etc.

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, as complicações são potencialmente graves e para diminuir a sua ocorrência é importante o tratamento adequado das infecções estreptocócicas.

* Matéria alterada às 9h53 para correção de informação. A vítima foi diagnostica em Aquidauana, não em Anastácio.