A família de Silvio José Ramos Junior, de 33 anos, vai procurar a polícia para entender porque a Sesau (Secretária Municipal de Saúde Pública) entregou, ontem (15), laudos médicos digitalizados, sem qualquer receita, assinatura ou data. Desde agosto os familiares lutam para tentar entender o que levou Junior a ficar em estado vegetativo, sendo que havia dado entrada no Posto de Saúde do Tiradentes caminhado após ter passado mal.
Na documentação consta apenas procedimentos feitos pelo Hospital Reginal para atender o paciente em casa e os médicos são plantonistas. “Os laudos mostram o que aconteceu depois que o meu irmão já estava daquele jeito, não o mais importante, o medicamente que deram e que fez ele convulsionar das nove da noite até as cinco da manhã”, relata Renato Gama Ramos, 35, irmão de Junior.

Para presidente da Avem (Associação das Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul), Valdemar Morais de Souza, esse documentos entregues são inconclusivos. “Quando recebemos uma prescrição médica no posto de saúde ela é assinada e tem carimbo, é disso que eu preciso, não esses dados digitalizados que podem ser feitos por qualquer pessoa. Ainda existe a suspeita dessas receitas nem existirem mais”, afirma.
Agora, os documentos serão analisados por um advogado, segundo Valdemar, para depois ser entregue à polícia. Dependendo da conclusão, o MPE (Ministério Público Estadual) será acionado.

Caso – Silvio Ramos Junior deu entrada no CRS (Centro Regional de Saúde) do Tiradentes com ânsia de vômito e, durante o atendimento, recebeu uma medicação que fez ter crises de convulsões. Devido à lotação na unidade, Junior foi encaminhado sem autorização para o CTI (Centro de Terapia Intensiva) de uma clínica particular, onde ficou internado por 21 dias, gerando uma dívida de R$ 137 mil que a família não tem como pagar.







