Com suspeita de AVC (Acidente Vascular Cerebral), uma idosa de 62 anos está a 10 dias na UPA (Unidade de Pronto Atendimento Comunitário) Coronel Antonino esperando por uma vaga em um hospital de Campo Grande.
Para a reportagem, o sobrinho de Maria José Vieira, Robson Vieira, detalhou que ela não consegue dar continuidade ou fazer o tratamento correto sem fazer uma tomografia, para avaliar a situação.
“Ela já está lá há duas semanas e não consegue o encaminhamento. Por conta da demora, ela pode ter sequelas graves. Se fosse um caso de emergência, ela poderia ter até morrido”, afirmou Robson.
Preocupados com a situação, a família chegou a entrar com um processo na Defensoria Pública e procurar auxílio na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), mas não chegou a ter uma resposta.
“Tudo que está ao nosso alcance já fizemos. Além de tudo, ela está sem tomar o remédio certo, uma vez que a UPA não fornece esse medicamento. O AVC pode matar ela, minha tia já está com a boca torta”.
Enquanto acompanha Maria José, a família notou ainda o ‘abandono’ da unidade de saúde, já denunciada outras vezes até por uma médica, que acabou sendo exonerada pela Sesau. “Outra situação é em relação à estrutura do local, torneiras não funciona, o banheiro está com buraco. Enfim, aquela coisa toda que a gente já sabe, para onde está indo o dinheiro público? Na hora que a gente precisa, simplesmente não tem acesso ao mínimo”, finaliza.
A solicitação de encaminhando da UPA aponta que a idosa corre riscos caso continue internada na unidade, sem o devido tratamento.
A reportagem procurou a Sesau para falar sobre o assunto, mas até a publicação desta matéria não teve resposta. O espaço segue aberto para manifestações futuras.







