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Saúde

22/01/2015 15:16

Conselho quer fechar Centro Pediátrico por não seguir critérios do SUS

Decreto

A implantação do CEMPE (Centro Municipal Pediátrico) foi reprovada pelo Conselho Municipal de Saúde de acordo com decreto publicado no Diário Oficial campo-grandense (Diogrande) de ontem (21). Custando aproximadamente R$ 30 milhões por ano, o centro pode ficar sem o dinheiro do SUS (Sistema Único de Saúde).

De acordo com o um dos membros do conselho, Sebastião Júnior Arinos, o CEMPE, não é uma unidade qualificada ao SUS. "O Ministério da Saúde não reconhece ela como uma unidade, nem o Estado. O centro foi criado como um hospital, já está funcionando há meses, mas quantas crianças estão internadas lá? Quantas cirurgias foram realizadas lá? nenhuma!" Todos os pacientes que chegaram precisando de uma internação, foram encaminhados para a Santa Casa, para o HU, ou para o Hospital Regional", explicou.

O decreto se baseou nos critérios do SUS, onde prioriza a regionalização das Unidades de Saúde, preferindo que as entidades não sejam em áreas centrais do município para facilitar o acesso ao atendimento. "O CEMPE não está adequado, O Sistema Único de Saúde garante a descentralização para facilitar o acesso da população, por exemplo: Quando colocamos uma unidade na área central, não facilita a vida de quem mora longe, para simplificar,  esse paciente precisaria de vale transporte. Será que a prefeitura vai disponibilizar o valor da passagem para quem precisar ir até o Centro?", disse.

Um dos motivos de reprovação do Conselho seria a diferença de salários, onde os trabalhadores do CEMPE receberiam mais do que os outros funcionários da saúde, mesmo ocupando a mesma função. "Um médico para fazer plantão lá na Moreninha ganha R$ 1 mil reais, para ele fazer plantão no CEMPE, na área central sobe para R$ 3 mil. A legislação é clara, o certo é pagar a mais para quem trabalha em uma entidade de difícil acesso, que fica nas periferias e na zona rural", esclarece Sebastião.

Sempre em torno de  polêmicas, o CEMPE que está funcionando no mesmo prédio do Hospital Sírio Libanês, o aluguel é um outro problema, o valor chegou a ser avaliado em R$ 130 mil por mês, mas atualmente o município paga R$ 194 mil, muito acima do mercado. "O aluguel é um absurdo, alguns andares completamente vazios. O custo geral é de R$ 2 milhões por mês de despesas, um valor muito caro. Com este custo, da para manter o Pronto Socorro da Santa Casa".

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