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Saúde

CORONAVÍRUS: mãe diz que falta de diagnóstico matou filho de 26 anos

"Acabei de cremar o corpo do meu caçula, um jovem saudável. A falta de diagnóstico levou meu filho", desabafou em choque

24 março 2020 - 15h34Por Nathalia Pelzl

Em choque, uma engenheira de 54 anos declarou, nesta terça-feira (24), que o filho, de 26 anos, músico e publicitário, morreu por falta de diagnóstico do coronavírus,

Ele morreu no último sábado (21) no hospital Badim, no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio.

A principal suspeita para a causa do óbito: Covid-19. Mas o paciente não conseguiu descobrir enquanto estava vivo se tinha sido infectado pelo coronavírus, conforme divulgado pelo Portal Época

"Liguei para todos os laboratórios do Rio de Janeiro por uma semana e não consegui marcar o teste em lugar nenhum. Acabei de cremar o corpo do meu caçula, um jovem saudável. A falta de diagnóstico levou meu filho. Se tivesse antes a confirmação da infecção pelo coronavírus, talvez ele pudesse ser salvo", disse a mãe, uma engenheira, de 54 anos, em entrevista a ÉPOCA.

No domingo, 15 de março, o jovem acordou sem apetite e com sintomas de mal estar. Ao longo da tarde, teve febre de 38°C.

Ele descansou e tomou analgésicos por quatro dias. Sem melhorar, procurou o Hospital Badim, na Tijuca, onde foi medicado e liberado, segundo a mãe.

No último sábado (21), voltou à unidade e seu quadro clínico evoluiu rapidamente para uma situação crítica. Foi entubado e passou a respirar com auxílios de aparelhos. Na sequência, teve uma parada cardíaca, não resistiu e morreu.

A mãe conta que o jovem estava com o check-up em dia e não tinha nenhuma doença crônica ou problemas respiratórios, como bronquite.

"Meu filho não estava no chamado grupo de risco. Não fumava. Na primeira vez que deu entrada no hospital, foi vista uma mancha pequena no pulmão. Na segunda, ele já estava com 50% da capacidade respiratória comprometida”, relatou.

O rapaz era integrante de um grupo de pagode que se apresentava semanalmente em bares pela cidade. Vascaíno, esteve em São Januário em 12 de março para assistir ao jogo de seu clube contra o Goiás pela Copa do Brasil.

O Hospital Badim informou que seguiu todos os protocolos do Ministério da Saúde e empregou "todos os esforços, humanos e tecnológicos, para salvar a vida do paciente".

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