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Saúde

Crescimento do novo coronavírus está mais alto no centro-oeste

Em junho, crescimento do número de mortes chegou a 191%, e o de casos, a 198% em relação ao acumulado até maio

02 julho 2020 - 08h58Por Rayani Santa Cruz

O G1 divulgou que o avanço do coronavírus no Centro-Oeste durante o mês de junho foi mais acelerado que a média nacional. O levantamento foi apontado pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde. Enquanto o número de mortes pela Covid-19 teve alta de 54,5% no Brasil entre 8 e 28 de junho, na região o crescimento foi de 191% nesse mesmo período.

Segundo o site, no Distrito Federal, em Goiás e no Mato Grosso, as taxas de ocupação dos leitos de UTI são preocupantes – chegam a 92,9% no MT. Mesmo o Mato Grosso do Sul, que se encontra na situação mais favorável quanto aos leitos, viu seu índice saltar de 7% no início de junho para 39% nesta quarta-feira (1º). Veja a situação dos estados no gráfico abaixo.

Em relação às mortes, o estado que registrou crescimento mais acelerado foi o Mato Grosso: enquanto os óbitos confirmados aumentaram 54,5% em todo o Brasil em 20 dias, o avanço no estado foi de 341% no mesmo período. Em números absolutos, MT passou de 124 no dia 8 de junho para 545 mortes no dia 28 do mesmo mês.

Frigoríficos no Mato Grosso do Sul

O G1 divulgou também sobre os frigoríficos, que têm sido os focos da Covid-19 desde o início da pandemia no MS. Até o fim de maio, a região mais preocupante era o Sudoeste, por conta do grande número de casos diagnosticados em Guia Lopes da Laguna, de quase 10 mil habitantes, em maio. Cerca de 90% dos casos da cidade, na época, eram de funcionários de uma empresa de alimentos.

Atualmente, a situação mais crítica é em Dourados, a 229 quilômetros de Campo Grande. O município é o segundo mais populoso de estado, com cerca de 220 mil habitantes. Mesmo com a população praticamente quatro vezes menor do que na capital, a cidade é a recordista de casos do novo coronavírus no estado. E o surto em um frigorífico, novamente, ajuda a explicar como se transformou no epicentro de propagação da doença.