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Saúde

13/08/2014 16:59

Depressão mata, mas tem cura!

Depressão

A morte do ator Robin Williams na última segunda-feira (11) veio acompanhada do choque emocional de milhares de fãs em todo o mundo. Fenômeno dos anos 90, Williams possuía a capacidade única de fazer um expectador chorar e dar gargalhadas praticamente ao mesmo tempo. Segundo a polícia dos EUA, ele foi encontrado morto em sua casa e tirou a própria vida ao enforcar-se com um cinto. Robin Williams tinha depressão e lutava contra o álcool e as drogas.

 

Algumas doenças vêm varrendo a humanidade pelas características letais que apresentam. Problemas no coração, AVC e infecções pulmonares crônicas ocupam os tres primeiros lugares no Brasil e no mundo. A depressão está longe de entrar nessas listas mas, também possui um crescimento assustador. É uma doença silenciosa, corrosiva e profunda.


Ao contrário de tantas outras enfermidades, a depressão parece não se importar em levar suas vítimas à morte, apenas definhar os hospedeiros ao longo dos dias, meses, anos e até mesmo uma vida! É como se essa terrível mazela dissesse o seguinte: “Meu interesse é apenas desanimar, levar tudo isso ao fim (suicídio) é uma decisão pessoal!”. E é exatamente isso que muitas pessoas fazem.


Uma pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde e publicada em 2011 mostrou que somente em São Paulo cerca de 45% dos habitantes já haviam apresentado algum transtorno mental. Isso é quase a metade da população paulistana!


Robin Williams em momento cômico. Foto: Reprodução


Entre os principais sintomas da depressão estão a ansiedade, angústia, desânimo, cansaço fácil, incapacidade de sentir alegria, insônia, medo, insegurança, desespero, entre outros. Contudo, a doença ganha força quando a pessoa recorre a drogas e álcool em busca de alívio. E foi exatamente esse o contexto do suicídio do ator global Robin Williams, na última segunda-feira, dia 11 de agosto. Ele foi encontrado morto dentro de casa, no estado da Califórnia, EUA.


Mara Buxbaum trabalhava como agente do ator e revelou que ele lutava contra uma depressão severa, além de ter sido internado recentemente em uma clínica de reabilitação, em decorrência de problemas com drogas. A notícia alcançou todo o mundo e inúmeros veículos de comunicação prestaram homenagens ao ator. Além disso, o fato aumentou a quantidade de notícias referentes ao impacto da depressão na vida de inúmeras pessoas que sofrem desse mal.

 

Mas nem tudo são más notícias. Acredite ou não, depressão tem cura! Sem menosprezar essa doença, nem torná-la maior, é possível afirmar que a depressão é apenas uma doença e tem cura! Ela pode ser diagnosticada, estudada, tratada, medicada e curada.


Geraldo Possendoro é psiquiatra e professor da Unifesp e alerta que é comum pensar em suicídio. Para ele, amigos e familiares de pessoas com depressão precisam quebrar a barreira do silêncio nesse assunto. "É preciso conversar sobre o assunto. Perguntar se a ideia de suicídio passa pela cabeça é importante porque pode dar espaço para que a pessoa seja tratada e que o suicídio não aconteça".

 

A parte mais difícil do diagnóstico depressivo talvez seja a ausência de técnicas milagrosas para a cura. Infelizmente, elas não existem em nenhum registro médico do mundo - o que leva a conclusão de que a força interior é o segredo para o sucesso na luta contra a doença. Acompanhamento profissional especializado, uso de medicamento devidamente receitado, apoio familiar e força de vontade continuam sendo a combinação perfeita para continuar sorrindo (e chorando) com qualidade de vida.

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