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Saúde

DIA INTERNACIONAL DA ENFERMAGEM: profissionais não veem muito o que comemorar

Em meio à pandemia, quem trabalha na área convive com a perda de amigos e situações de risco

12 maio 2020 - 17h00Por Rayani Santa Cruz

Nesta terça-feira (12), é comemorado o Dia Internacional da Enfermagem, mas os profissionais não veem muito o que comemorar. A categoria quer a regulamentação da jornada de trabalho, melhora no piso salarial e valorização do profissional. 

A classe que está na linha de frente do combate ao novo coronavírus tem sentido os efeitos da pandemia, isolamento familiar e em Campo Grande, dois enfermeiros cometeram suicídio nos últimos dois meses. Lázaro Santana, presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), disse que a categoria não tem muito que comemorar, e não é só pela pandemia.

“Nós não temos muito que comemorar. O profissional não está sendo valorizado, e a pandemia que está acontecendo hoje, só deixou evidente a importância do trabalho desse profissional e evidenciou toda a problemática que passamos há muito tempo e hoje a sociedade está conhecendo isso”, explicou. 

Tripla jornada

Para o sindicalista a data é especial e demonstra que a categoria é forte e necessária para a toda a população, independente do cenário. Mas, ele também lamenta as situações que atingem a classe, como sobrecarga de trabalho no hospital e esgotamento físico.

Ele explica que para melhorar a renda, as pessoas trabalham em dois e até três vínculos empregatícios. E também que os projetos para o setor não foram de fato viabilizados.

“O que nos deixa mais, tristes, é que com toda essa problemática que vem ocorrendo há meses, nossos representantes governamentais não sinalizaram nada de melhoria para a categoria. No sentido, de aprovação de piso salarial, para que a gente possa ter o profissional atuando apenas em um emprego, sem precisar fazer dupla ou tripla jornada”, disse Lázaro.

O representante afirma que por mais que tenha projetos apresentados, não há um ganho real e visualização dessas ações.

“Eles [poder público] não tiveram a sensibilidade de levar adiante. Temos a regulamentação da jornada de 30 horas que não tivemos, até agora. Precisamos dessa regulamentação do piso salarial, da jornada e se isso começar a acontecer no nosso estado, vamos conseguir ter uma enfermagem diferenciada”. 

Sobre a autuação e enfrentamento a pandemia, Lázaro afirma que apesar das dificuldades ninguém pensa em desistir. “A maioria está na  linha de frente de forma tranquila, preocupados e com medo. Mas ninguém disse, ou pensou em desistir e recuar”. 

 

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