Dois meses após sofrer um grave acidente de moto, ao desviar de um buraco e “rampar” o quebra-molas, com o namorado, na Avenida Gunter Hans, em Campo Grande, Jamyle Lopes Calixto, de 18 anos, enfrenta burocracias para retirar pinos ortopédicos das mãos e dos pés, na Santa Casa.
Segundo a mãe da vítima, Eliseia Lopes de Souza, de 45 anos, o procedimento que deveria ter sido realizado cerca de 45 dias após a cirurgia, ainda não foi feito por conta da greve do hospital, aumentando o risco de infecção dos machucados da filha.
De acordo com Eliseia, no dia do acidente Jamyle estava na garupa da motocicleta conduzida pelo namorado. Os dois caíram ao tentar desviar de um buraco na via e “ramparam” um quebra-molas. Com fratura exposta, a jovem foi socorrida por uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), encaminhada ao CEM (Centro Especializado Municipal) e transferida em vaga zero para a Santa Casa, onde passou por cirurgia e colocou os pinos.
Desde a data para retirada, a família já tentou quatro vezes realizar o procedimento no hospital, mas sem sucesso. Em uma das tentativas, encontraram avisos de greve por tempo indeterminado no hospital. "Em todas as ocasiões, a orientação foi procurar uma assistente social ou registrar reclamação na ouvidoria do SUS, ou até mesmo procurar a defensoria", conta a mãe da jovem.
Com a demora, um dos pinos acabou infeccionando. "Minha filha foi para UPA novamente, tomou antibiótico, fomos informadas que não tinha como ser transferia da UPA para o hospital e ali também não poderia retirar os pinos, tivemos que tratar até desinfeccionar", detalha.
Atualmente, segundo Eliseia, o local permanece aberto e a jovem ainda precisa retirar os pinos. "A Santa Casa não atende, não temos onde realizar esse procedimento e ela corre risco de novas infecções e complicações, não sabemos o que fazer", desabafa.
A reportagem entrou em contato com a Santa Casa sobre o caso da paciente e aguarda retorno.







