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Saúde

06/05/2015 09:30

Efetivo de 1.400 médicos para e tempo de espera em UPAs pode triplicar

Sem novidades nas negociações com a prefeitura de Campo Grande, os 1.400 médicos da rede pública pararam as atividades por tempo indeterminado. Apenas 30% do efetivo estão em revezamento para cobrir a demanda de urgência e emergência da cidade. A categoria garantiu, no entanto, que aqueles que procurarem as unidades serão atendidos, mesmo sem previsão do tempo de espera.

“A população não deve deixar de ir aos postos. O atendimento será feito, caso haja necessidade, mas quem fará essa triagem é o enfermeiro. Quem precisar de atendimento terá”, explicou a médica da saúde da família, Rosimeire Fernandes.

Ainda de acordo com a médica, uma classificação especial dos atendimentos foi preparada para o período de greve. “Pacientes com classificação vermelha e amarela entram diretamente para o atendimento”, disse.

Apenas no Cem (Centro de Especialidades Médicas), 900 pacientes tiveram as consultas desmarcadas nesta quarta-feira. No Cempe (Centro Municipal Pediátrico), apenas atendimentos de emergência são feitos e as consultadas eletivas foram canceladas.

Foto: Geovanni Gomes 

Com dengue, a dona de casa Maria Francisca Ricartes, não sofreu alterações em seu tratamento. Ela foi internada na tarde de terça-feira (5), recebeu alta na manhã e hoje e retornará à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antonino na quinta-feira. “Eu soube que teria greve, tive medo de ser prejudicada, mas felizmente correu tudo normal”, disse.

Negociações

 

De acordo com o presidente do sindicato dos médicos do Mato Grosso do Sul (Sinmed), Valdir Shigueiro Siroma, não há, até o momento, nenhuma avanço nas negociações. No final da tarde de terça-feira, o prefeito Gilmar Olarte (PP) entrou com liminar na Justiça para tentar barrar a paralisação da categoria. O sindicato aguarda a decisão do judiciário para definir os próximos passos da manifestação.

Com salário base de R$ 2.580, os profissionais exigem o reajuste acima da inflação e a volta das gratificações cortadas durante o processo de negociação. “Estamos tranquilos. Informamos sobre a greve e aguardamos a decisão do judiciário. Qualquer determinação será atendida. Queremos continuar agindo totalmente dentro da legalidade”, disse o presidente. 

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