Com o retorno da época de chuvas, de alta reprodução do mosquito aedes aegyptie, as notificações de possíveis casos da febre chikungunya aumentam em Campo Grande. Até o momento, a cidade tem uma pessoa confirmada com a doença, além de outras 11 notificações.
O número de casos suspeitos, inclusive, aumentou do início da semana para hoje (13), de 10 para 12, segundo informações de Alcides Ferreira, chefe do setor de controle de dengue e chikungunya da Secretaria Municipal de Saúde.
Hoje, são quatro casos descartados, um confirmado, e outros sete ainda em investigação.
Ainda conforme Alcides, todos os exames são ainda feitos em Belém do Pará, no Instituto Evander Chagas. “Houve a capacitação do pessoal do Lacen, mas ainda não recebemos os kits de exames, o que deve ocorrer em 20 dias, e aí vamos poder realizar o procedimento também”, afurmou.
Devido ao número de casos e o receio da doença se propagar na Capital, a Sesau até chegou a realizar um curso de capacitação para os gerentes das Unidades Básicas de Saúde, de Atendimento à Família, fiscais da vigilância sanitária e supervisores dos Agentes de Saúde da Família.
A febre chikungunya é uma doença viral parecida com a dengue, transmitida por um mosquito comum em algumas regiões da África. Os sintomas de ambas doenças são os mesmos, a pessoa fica com dores musculares, dor de cabeça, vômitos e febre alta.
O diagnóstico depende de uma avaliação clínica cuidadosa e do resultado de alguns exames laboratoriais. As amostras de sangue para análise devem ser enviadas para os laboratórios de referência nacional.
Não existe vacina contra febre chikungunya. Na verdade, a prevenção consiste em adotar medidas simples no próprio domicílio e arredores que ajudem a combater a proliferação do mosquito transmissor da doença.







