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Saúde

Estimulantes: quais os perigos?

Consumo desenfreado durante os dias que antecedem provas escolares e concursos pode acarretar uma série de problemas

24 outubro 2018 - 10h37Por Da redação / G1

O sono é fundamental para o nosso equilíbrio. Entretanto, muita gente abusa de estimulantes para ficar acordada, especialmente nos dias que antecedem provas como Enem e concursos. Café, guaraná em pó, energéticos. Esses estimulantes podem fazer mal para o cérebro e o coração, como mostrou o Bem Estar desta terça-feira (23). Participaram do programa o cardiologista e consultor Roberto Kalil e o neurologista Fernando Kowacs.

São considerados estimulantes todos as substâncias que ativam o cérebro, aumentam a tensão, o estado de alerta e a capacidade cognitiva. A cafeína é o estimulante lícito mais usado entre as pessoas.

Energéticos

O consumo tem mostrado que o energético pode aumentar a agregação plaquetária e piorar a função endotelial, além de reduzir o fluxo sanguíneo para o miocárdio em indivíduos jovens, principalmente quando associado ao exercício físico.

Lembramos que, de acordo com estudos, o consumo de um energético parece ser seguro. Contudo, nunca se deve tomar energético para fazer exercício físico e nunca ingerir junto com álcool ou outras drogas.

Celular é estimulante?

Para a ciência, nem precisa ser um viciado para ter o sono comprometido pelos aparelhos eletrônicos. Basta estar em frente à uma telinha e receber alguns estímulos visuais para que o nosso cérebro fique um tanto confuso e não entenda quando é hora de parar de trabalhar.

“O celular emana uma luz e essa luz bloqueia a melatonina. Ele também tem outra ação, que é estimular o nosso cérebro. Com isso a gente acaba perdendo aquela fase inicial de relaxamento antes de dormir”, explica a diretora e pesquisadora do Instituto do Sono Monica Andersen. A melatonina, fundamental para um sono com qualidade, só é produzida e liberada na escuridão. Por isso, quanto mais luz, menos hormônio.

Casos de doenças relacionadas ao sono crescem

“A prevalência de doenças têm crescido. Muitas delas estão relacionadas ao sono. Eu destaco diabetes e problemas cardiovasculares, sem esquecer as mais de 40 mil mortes nas estradas brasileiras. Acredita-se que pelo menos metade delas estejam relacionadas a distúrbios do sono”, completa a diretora do Instituto do Sono.